Trump muda tom e diz que Rússia pode ter feito ataque hacker

Trump muda tom e diz que Rússia pode ter feito ataque hacker (foto: ANSA)
14:55, 11 JanSÃO PAULO ZGT

(ANSA) - Em uma brusca mudança de tom, o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista coletiva nesta quarta-feira (11) que os russos podem estar por trás dos ataques cibernéticos contra o governo dos Estados Unidos no ano passado.   

"Eu acho que foi a Rússia, mas eu acho que não podemos focar em um país só porque tivemos muitas invasões de hackers de várias partes do mundo", disse Trump.   

Segundo o magnata, "o comitê democrata estava aberto para ser invadido e o sistema deles é muito ruim. Eles tentaram, sim, entrar e invadir os computadores dos republicanos, mas não conseguiram, e temos que fazer isso pelo país".

A declaração de Trump vem em menos de 24 horas da imprensa norte-americana divulgar que Trump e o atual presidente, Barack Obama, foram informados pela Inteligência Nacional de que Moscou teria dados que poderiam comprometer o republicano e torná-lo algo de chantagem. 

De acordo com o site "BuzzFeed", o material incluiria vídeos de supostas orgias com prostitutas feitas por Trump em Moscou e em São Pertersburgo em 2013, durante visitas à Rússia para promover suas empresas. 

A autenticidade desse suposto dossiê não foi comprovada e o governo russo negou que ele exista. "Trata-se de uma completa fraude, um absurdo completo", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. 

A alfinetada na Rússia também veio na mesma hora em que o indicado à Secretária de Estado por Trump, Rex Tillerson, dizer que a Rússia representa um "perigo", durante sua audiência de aprovação no Senado.  O ex-CEO da Exxon Mobil, de 64 anos, sempre foi considerado um "amigo" de Moscou. 

Hackers

No ano passado, computadores do governo dos Estados Unidos e do Partido Democrata sofreram ataques cibernéticos. As agências de segurança norte-americanas afirmam que os ataques partiram de hackers russos. Além disso, o Partido Democrata acusou Moscou de vazar dados sigilosos da candidata Hillary Clinton para favorecer Trump nas eleições. 

O mangata e o presidente russo, Vladimir Putin, vinham trocando elogios e sinalizando uma possível reaproximação entre os dois países nos últimos meses. 

(ANSA)

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