Crise diplomática entre Turquia e Alemanha ganha novo capítulo

Turquia convocou embaixador alemão após marcha pró-curdos

Crise diplomática entre Turquia e Alemanha ganha novo capítulo
Crise diplomática entre Turquia e Alemanha ganha novo capítulo (foto: EPA)
15:37, 19 MarROMA ZGT

(ANSA) - A crise diplomática entre os governos da Alemanha e da Turquia ganhou mais tensão neste domingo (19) após Ancara convocar o embaixador alemão para explicações.

Segundo o governo, a convocação refere-se a uma manifestação pró-curdos em Frankfurt, ocorrida no sábado (18) em Frankfurt, que reuniu cerca de 30 mil pessoas. "A Alemanha colocou seu nome em um novo escândalo", disse o porta-voz da Presidência turca, Ibrahim Kalin.

A questão com os curdos é bastante polêmica na comunidade internacional. Para o governo de Recep Tayyip Erdogan, os grupos curdos - especialmente o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, na sigla em turco) - são organizações terroristas. Isso porque, militantes ligados aos curdos, realizam frequentes ataques e armam emboscadas contra militares da Turquia.

No entanto, os grupos curdos são fundamentais para os países ocidentais no combate aos extremistas do Estado Islâmico (EI, ex-Isis) e Frente al Nusra na Síria, que faz fronteira com a Turquia. Por isso, para o Ocidente - e até mesmo para a Rússia - os curdos não são considerados terroristas e sim grupos que lutam por sua independência de Ancara.

Além de convocar o embaixador, o presidente Erdogan acusou a chanceler Angela Merkel de "apoiar terroristas", referindo-se ao caso da prisão do jornalista turco-alemão Deniz Yucel, do jornal "Die Welt", preso em fevereiro no país.

A chanceler alemã criticou a prisão de Yucel no fim do mês passado e disse esperar um "tratamento justo e leal" da Justiça e do governo ao jornalista.

A prisão do alemão é apenas uma das milhares de prisões feitas na Turquia - incluindo inúmeros jornalistas - desde a tentativa fracassada de golpe contra Erdogan, em julho do ano passado. (ANSA)

Todos los Derechos Reservados. © Copyright ANSA