Pyongyang se diz pronta para responder EUA em caso de invasão

Tensão na península coreana atinge ápice desde posse de Trump

Pyongyang se diz pronta para responder EUA em caso de invasão
Pyongyang se diz pronta para responder EUA em caso de invasão (foto: ANSA)
14:27, 11 AbrROMA ZGT

(ANSA) - A elevada tensão entre os governos dos Estados Unidos e da Coreia do Norte teve um novo capítulo nesta terça-feira (11) com uma ameaça do presidente norte-americano, Donald Trump, e a resposta de Pyongyang.

"A Coreia do Norte está procurando por problemas. Se a China decidir ajudar, será ótimo. Se não, nós resolveremos o problema sem eles! EUA", escreveu Trump em sua conta no Twitter. O posicionamento adotado foi o mesmo da última semana, quando o mandatário recebeu o presidente chinês, Xi Jinping, e exigiu uma postura de controle maior dos chineses sobre os norte-coreanos.

Por sua vez, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Pyongyang afirmou à emissora oficial do país, "KCNA", que seu país está pronto para responder às "ações ofensivas" feitas pelo governo Trump.

A fala foi uma resposta sobre o posicionamento do porta-aviões Carl Vinson, de propulsão nuclear, e os destroyers Aegis na costa da península coreana, ordenada por Washington no fim de semana.

Segundo a entrevista dada à "KCNA", o deslocamento dos navios comprova "que os imprudentes movimentos norte-americanos para invadir a Coreia do Norte chegaram a uma fase séria".

"Se os EUA optarem por uma ação miltar, como um 'ataque preventivo' e a 'remoção do quartel general', a Coreia do Norte estará pronta para reagir a qualquer tipo de guerra desejada pelos EUA", concluiu.

Porta-aviões

O Carl Vinson e os destroyers estavam em Cingapura e deveriam seguir caminho para a Austrália. Eles estão na região para fazer uma série de treinamentos, segundo o Pentágono, desde fevereiro.

No entanto, no fim do sábado (8), sob ordens de Washington, eles alteraram suas rotas e estão se encaminhando para a costa da península coreana como uma resposta aos constantes testes de mísseis feitos sob as ordens do ditador Kim Jong-un.

No domingo (9), a emissora "KCNA" divulgou uma nota do governo norte-coreano em que o ditador dizia que o recente ataque dos EUA na Síria era a prova de que eles estavam corretos em "ter, desenvolver e aumentar seu arsenal atômico". (ANSA)

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