UE pede que países protejam homossexuais em Dia contra Homofobia

No Brasil, número de mortes aumentaram nos últimos anos

UE pede que países protejam LGBTs em Dia contra Homofobia
UE pede que países protejam LGBTs em Dia contra Homofobia (foto: EPA)
12:38, 17 MaiROMA ZGT

(ANSA) - O Dia Mundial contra a Homofobia teve manifestações em vários países do mundo nesta quarta-feira (17) pedindo a proteção das pessoas homossexuais de violência e crimes.

Diversos fóruns e econtros foram realizados para falar sobre a situação de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais ao redor do mundo e de iniciativas para evitar a violência.

O Conselho Europeu determinou que todos os Estados-membros da União Europeia tem a obrigação de proteger as pessoas LGBTs de atos de violência e da discriminação, crimes que estão se multiplicando na Europa nos últimos anos.

Segundo o secretário-geral do Conselho Europeu, Thorbjorn Jagland, "a discriminação e a violência na relação das pessoas LGBTs representa um exemplo de populismo da pior espécie, e constitui um grande perigo para a democracia contra as quais os governos devem reagir".

Jagland também demonstrou preocupação sobre as denúncias de "perseguição e execução em massa de homossexuais na Chechênia, na Federação Russa". De acordo com o secretário, todos os países não podem tolerar a violência contra pessoas gays.

O presidente da Itália, Sergio Mattarella, emitiu uma declaração condenando a violência contra os homossexuais.

"A homofobia e a transfobia violam a dignidade humana, lesam o princípio de igualdade e suprimem a liberdade e o afeto das pessoas. Ninguém pode sofrer qualquer forma de perseguição com base na orientação sexual, [...] uma violação inaceitável dos direitos humanos universais", escreveu o presidente.

Segundo o mandatário, os atos de intolerância "ferem nossa sociedade inteira, que fica enfraquecida nos seus valores fundamentais de convivência".

Brasil

Já no Brasil, país que lidera o ranking de assassinatos de transexuais, a situação também parece piorar. De acordo com o Grupo Gay da Bahia (GGB) e a Rede Trans Brasil, houve um aumento de 18% nos assassinatos de pessoas apenas por conta de sua sexualidade.

Como o crime de homofobia não é tipificado no Brasil, os números das mortes não são oficiais. Enquanto a Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Intersexuais (ILGA), houve 340 mortes por motivos homofóbicos em 2016, a GGB contabiliza três mortes a mais. (ANSA)

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