Ex-diretor do FBI é 'louco', disse Trump a chanceler russo

Presidente também afirmou que estava pressionado por Russiagate

Trump recebeu Lavrov um dia depois de ter demitido diretor do FBI
Trump recebeu Lavrov um dia depois de ter demitido diretor do FBI (foto: ANSA)
17:32, 19 MaiNOVA YORK ZLR

(ANSA) - Um "louco". Assim o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, definiu o ex-diretor do FBI James Comey durante uma reunião na Casa Branca com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov.

O encontro ocorreu em 10 de maio, um dia depois de o republicano ter demitido Comey, alegando "falta de confiança" por conta de sua condução do caso que investigava a democrata Hillary Clinton pelo uso de emails privados para enviar mensagens oficiais.

"Estava sob forte pressão por causa da Rússia", disse Trump a Lavrov, segundo uma transcrição da conversa obtida pelo jornal "The New York Times". Em seguida, o presidente chamou o ex-diretor do FBI de "louco".

A veracidade do documento não foi contestada pelo porta-voz do governo, Sean Spicer. "Atraindo a atenção para si e politizando as investigações sobre a Rússia, James Comey criou uma pressão desnecessária sobre nossa capacidade de negociar com a Rússia", afirmou a Casa Branca.

Oficialmente, a Presidência negava que a demissão tivesse relação com o inquérito sobre as supostas interferências de Moscou na eleição norte-americana do ano passado e as possíveis ligações entre representantes do Kremlin e membros da equipe de Trump.

A transcrição desse trecho da conversa foi divulgada pelo "NYT" poucos minutos depois de o presidente ter embarcado para sua primeira viagem internacional, que o manterá fora do país por nove dias.

Ao longo da última semana, Trump foi acusado de ter revelado segredos de Estado a Lavrov. As informações diziam respeito aos motivos de seu governo ter proibido o uso de notebooks, câmeras fotográficas e tablets em voos provenientes de países do norte da África e do Oriente Médio.

Segundo o republicano, ele só quis "compartilhar com a Rússia fatos relativos ao terrorismo e à segurança aérea". (ANSA)

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