Fatah e Hamas ressaltam acordo de reconciliação após 10 anos

ANP pode assumir controle total de Gaza antes de dezembro

Fatah e Hamas ressaltam acordo de reconciliação após 10 anos (foto: EPA)
12:58, 12 OutTEL AVIV ZCC

(ANSA) - Os grupos rivais Hamas e Fatah fecharam nesta quinta-feira (12) um acordo de reconciliação política com o compromisso de acabar com a divisão que separa ambas as partes desde 2007.
   

O representante do Fatah, Azzam al Ahmad, e o líder do Hamas, Saleh al Arouri, anunciaram em entrevista que o primeiro passo para a reconciliação será reforçar o governo da Autoridade Nacional Palestina (ANP), que voltou à Faixa de Gaza no dia 2 de outubro.
   

De acordo com o governo egípcio, que mediou o acordo, a ANP assumirá o controle total da área antes de 1º de dezembro de 2017.Cerca de três mil policiais serão enviados para a Faixa de Gaza.
   

"As conversas se concentraram em impulsionar o governo de consenso nacional para que trabalhe com todas as suas competências tanto na Cisjordânia (governada pelo Fatah) como em Gaza (controlada pelo Hamas)", assegurou Arouri.
   

Após três dias de conversas entre ambas as partes na sede dos Serviços de Inteligência do Egito, o líder também destacou que os representantes do Hamas estão, aparentemente, "firmes, sérios e honestos para acabar com a divisão e abrir a porta para chegar à reconciliação".
   

Segundo Arouri, não existe "outra opção a não ser continuar com a união do povo".
   

Desde 2007, após violentos confrontos entre as facções, o Hamas, que é considerado um grupo terrorista, assumiu o controle da Faixa de Gaza. Por sua vez, a ANP, uma entidade reconhecida internacionalmente, é dominada pelo moderado Fatah do presidente Mahmoud Abbas e exerce um poder limitado na Cisjordânia, ocupada por Israel.
   

Com o acordo, Abbas poderá retirar "muito em breve" as sanções financeiras adotadas em 2017 para forçar o Hamas a negociar.Entre as punições estão cortes drásticos no financiamento da ANP para despesas elétricas e sanitárias, além de redução nos salários de servidores públicos. (ANSA)

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