Rússia anuncia queda do Estado Islâmico na Síria

Vale do rio Eufrates, último reduto do grupo, foi reconquistado

Soldados sírios e do Hezbollah celebram vitória sobre o EI em Deir Ezzor, em novembro
Soldados sírios e do Hezbollah celebram vitória sobre o EI em Deir Ezzor, em novembro (foto: EPA)
15:40, 06 DezMOSCOU ZLR

(ANSA) - A Rússia anunciou nesta quarta-feira (6) a derrota do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) em todo o território da Síria, após a queda da milícia no vale do rio Eufrates, onde os jihadistas estavam confinados desde a reconquista de Raqqa.

"Todos os jihadistas do EI no território sírio foram aniquilados, e o território foi libertado. Hoje não há nenhuma parte da Síria controlada pelo EI", declarou o chefe do Estado-Maior de Moscou, Valery Gerasimov.

Pouco antes, o presidente Vladimir Putin já havia anunciado a conclusão das operações nas margens leste e sul do Eufrates, para onde os terroristas tinham escapado após a retomada de Raqqa pelas forças curdas apoiadas pelos Estados Unidos.

A coalizão liderada pelos norte-americanos luta ao lado de rebeldes contrários ao presidente Bashar al Assad, enquanto a Rússia, o Irã e o grupo xiita libanês Hezbollah defendem o regime de Damasco - mas ambos os lados combatem o Estado Islâmico.

A suposta queda do EI na Síria representa uma vitória crucial para Assad, mas não o fim da guerra civil no país árabe, já que há ainda uma boa porção do território nacional sob controle de rebeldes ou de terroristas ligados à Al Qaeda.

Além disso, isso não significa que o Estado Islâmico tenha se tornado menos perigoso. Hábil no uso da internet, o grupo consegue disseminar sua ideologia radical pelo mundo todo e influenciar candidatos a terrorista a cometerem atentados mesmo que nunca tenham colocado um pé na Síria.

O EI usa aplicativos como o Telegram para incitar ataques, publicar manuais para a construção de bombas caseiras e orientar a atuação dos chamados "lobos solitários" no Ocidente.

Um dos principais alvos dos simpatizantes do Estado Islâmico é a Europa, que teme que a queda da milícia na Síria leve ao regresso de centenas de combatentes estrangeiros que deixaram o continente para se juntar às filas do EI no país árabe. (ANSA)

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