Terrorista planejava atentado para matar premier britânica

Plano foi descoberto e frustrado pelos serviços secretos

Terrorista planejava atentado para matar premier britânica (foto: ANSA)
21:55, 06 DezLONDRES ZBF

(ANSA) - O serviço secreto britânico do MI5 anunciou hoje (6) que frustrou um atentado terrorista que estava sendo planejado para assassinar a primeira-ministra Theresa May. 

De acordo com um relatório apresentado ontem pelo diretor-geral do MI5, Andrew Parker, o plano vinha sendo organizado por um jovem lobo solitário, inspirado em ações do grupo extremista Estado Islâmico (EI).

O terrorista pretendia explodir uma bomba diante da residência oficial da premier britânica, em Downing Street, e esfaquear May durante a confusão instaurada.

De acordo com a BBC, o terrorista seria o jovem Naa'imur Zakariyah Rahman, de 20 anos, residente na zona norte de Londres. Junto com ele, foi detido Mohammed Aqib Imran, de 21 anos, de Birmingham, mas não considerado envolvido direto no caso.A dupla foi pega no dia 28 de novembro.

Parker também informou que os serviços secretos descobriram ao menos nove planos de atentados no Reino Unido desde o ataque de Westminster, cometido em março pelo terrorista Khalid Masood.

As declarações de Parker vieram à tona horas após um relatório independente apontar falhas nos serviços da Scotland Yard e do MI5 no atentado de Manchester, em maio, durante um show da cantora Ariana Grande.

De acordo com o relatório, o terrorista Salman Abedi já tinha passado pelos radares dos serviços de segurança e poderia ter sido detido antes de cometer o ataque, que deixou 22 mortos.

Realeza

Um suspeito de extremismo islâmico compareceu nesta quarta-feira a um tribunal de Londres, no Reino Unido, para explicar supostas ameaças contra o príncipe George, de quatro anos, primogênito de William e Kate Middleton.

O homem se chama Husnain Rashid, 31, e foi preso há alguns dias pela polícia. Segundo os investigadores, citados pela "BBC", ele compartilhou em um grupo no Telegram o endereço da escola de George e montagens que mostram o pequeno príncipe ao lado de um suposto miliciano do Estado Islâmico (EI).

De acordo com a acusação, as mensagens tinham potencial "ameaçador" ou serviam como incentivo para outros extremistas planejarem atentados contra o terceiro na linha de sucessão ao trono britânico. Rashid se diz inocente. (ANSA)

Todos los Derechos Reservados. © Copyright ANSA