Deputada alemã critica muçulmanos no Twitter e gera polêmica

Após publicação, perfil foi bloqueado pelas autoridades

14:36, 02 JanBERLIM ZCC

(ANSA) - Uma deputada alemã do partido [populista de direita] Alternativa para a Alemanha (AfD) foi acusada nesta terça-feira (2) pelas autoridades de incitamento ao ódio, depois de fazer uma publicação contra muçulmanos nas redes sociais.

Em uma mensagem divulgada no Twitter e no Facebook, Beatrix von Storch queixou-se que a polícia de Colônia postou mensagens durante as celebrações do Réveillon destinadas à população árabe.
   

"Que diabos se passa neste país? Por que a polícia publica agora mensagens oficiais em árabe?", escreveu a deputada. "Agora se dirige às hordas de homens bárbaros, muçulmanos e estupradores para tentar agradá-los?", questionou.
   

A deputada, que é neta do ministro das Finanças de Adolf Hitler, fez alusão às agressões sexuais contra mulheres, ocorridas em Colônia, durante o Réveillon de 2016, por parte de jovens imigrantes.
   

Segundo o porta-voz da polícia de Colônia, que apresentou a denúncia, a deputada é potencialmente culpada do delito de "incitação ao ódio".
   

Tanto o Twitter como o Facebook retiraram a mensagem da parlamentar em função de uma nova lei que busca punir com maior rigor as declarações que incitam ao ódio nas redes sociais.
   

Além disso, a conta da deputada do AFD foi suspensa provisoriamente. Von Storch, por sua vez, acusou as redes sociais de censura. "O Facebook também me censurou. Este é o fim do estado constitucional", afirmou.
   

Desde ontem, entrou em vigor na Alemanha uma lei, aprovada em junho de 2017, que obriga as empresas de tecnologia a removerem "fake news", discurso de ódio e conteúdo ilegal das redes sociais em até 24 horas depois de notificadas. As companhias que não cumprirem as novas normas poderão ser multadas em até 50 milhões de euros. (ANSA)

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