EUA congela sanções contra Irã, mas faz ameaça

Trump pretende forçar aliados a revisarem acordo nuclear

Protesto contra os Estados Unidos em Teerã, capital do Irã
Protesto contra os Estados Unidos em Teerã, capital do Irã (foto: ANSA)
17:55, 12 JanNOVA YORK ZLR

(ANSA) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta sexta-feira (12) o congelamento por 120 dias das sanções contra o Irã, mantendo, assim, intacto o acordo nuclear assinado em 2015.

No entanto, ao mesmo tempo, aprovou medidas contra 14 indivíduos e empresas acusados pelos EUA de "violações dos direitos humanos" nos protestos que sacudiram o país persa entre o fim de 2017 e os primeiros dias de 2018.

"Essa é a última vez que as sanções contra o Irã permanecem congeladas, a não ser que o acordo nuclear seja melhorado", disse a Casa Branca. O presidente quer que os parâmetros do tratado sejam tornados permanentes e estendidos ao programa de desenvolvimento de mísseis do governo iraniano.

Trump foi aconselhado por assessores e pressionado pelos outros signatários a manter o acordo nuclear com o Irã - Alemanha, China, França, Reino Unido, Rússia e União Europeia dizem que o pacto é crucial para a segurança do planeta e está sendo respeitado.

Dessa forma, para expressar seu descontentamento com Teerã, Trump adotou a tática de punir indivíduos e empresas específicos, usando como desculpa a onda de protestos no Irã. No entanto, ele deve estabelecer um prazo para o Congresso e as partes envolvidas mudarem o tratado. (ANSA)

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