Merkel e Schulz chegam a acordo para formar governo alemão

Após mais de 4 meses de impasse, país deve voltar a ter comando

Merkel e Schulz chegam a acordo para formar governo alemão (foto: EPA)
10:41, 12 JanBERLIM ZGT

(ANSA) - Os líderes da negociação para formar um novo governo alemão deram um parecer positivo sobre as conversas entre o União Democrata Cristã (CDU), da chanceler Angela Merkel, o União Social Cristã (CSU), de Horst Seehofer, e o Partido Social-Democrata (SPD), de Martin Schulz, nesta sexta-feira (12).

O pacto foi acertado após as questões mais complicadas das negociações, sobre as taxas e os imigrantes, terem sido acertadas na manhã de hoje.

De acordo com as primeiras informações, houve um acordo para não aumentar a alíquota da chegada dos imigrantes, com teto em 200 mil pessoas por ano, desejada pelo SPD, e de permitir o reencontro das famílias dos refugiados no país no ritmo de mil pessoas ao mês, em um ponto que a CSU precisou ceder.

Já na questão de benefícios sociais, as três siglas concordaram que a questão das aposentadorias não será tema de debates até 2025, enquanto serão aumentadas as contribuições para o crescimento dos filhos (Kindergeld) para o período pós-escolar e para o acesso gratuito às creches.

O documento do acordo conta com 28 páginas assinadas pelo grupo dos seis, ou seja, os três líderes do partido, mais os respectivos líderes das siglas no Parlamento.

O acordo surge após mais de quatro meses de impasse nas negociações para formar o quarto governo de Merkel. A ideia inicial era fazer a chamada "coalizão Jamaica", entre CDU, CSU, Verdes e Partido Liberal Democrático (FDP). Mas, esses últimos, anunciaram publicamente que não entraram em consenso com Merkel.

Desde então, em novembro do ano passado, o presidente do país, Frank-Walter Steinmeier, ordenou que as siglas políticas se entendessem para não forçar uma nova eleição no país.

Após consultas, ele convenceu Schulz - que se elegeu dizendo que seria oposição a Merkel após a legenda despencar no número de eleitos no Parlamento - a voltar a formar o governo do qual fizeram parte entre 2013 e 2017.

Merkel e Schulz elogiam acordo

Merkel elogiou, em coletiva de imprensa, o acordo firmado para formar um novo governo alemão.

"Trabalhei em um espírito de confiança para poder dar ao país um governo estável. Precisamos agora ser mais velozes nas decisões", disse Merkel em coletiva de imprensa sobre a "Grande Coalizão".

A chanceler destacou o empenho dos líderes das siglas, que trabalharam sem parar nas últimas 24 horas, e destacou que o documento firmado por todos "é justo e abraça um ampla arco da sociedade".

Já Schulz ressaltou que o acordo obtido hoje "é um resultado excepcional", com o aumento de ajuda às famílias e os investimentos na formação escolar, e foi aprovado "de maneira unânime com os negociadores do SPD". Ele ressaltou que o plano de governo teve a inclusão de diversos benefícios sociais graças ao empenho de sua sigla.

Seehofer também se manifestou dizendo que a formação total do governo deve "ser finalizada até a Páscoa", após o SPD dar sua autorização ao acordo em congresso, "e que seja mantida a velocidade que nós acordamos em atingir durante as conversas". 

Euro

O euro chegou ao valor máximo dos últimos três anos após o acordo político firmado na Alemanha para um novo governo. A moeda única superou a marca de US$ 1,21 chegando a US$ 1,2137. (ANSA)

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