Talibã reivindica atentado contra hotel em Cabul

Grupo armado invadiu unidade da rede Intercontinental na capital

Talibã reivindica atentado contra hotel em Cabul
Talibã reivindica atentado contra hotel em Cabul (foto: EPA)
12:53, 21 JanCABUL ZLR

(ANSA) - O grupo terrorista Talibã reivindicou a autoria do atentado contra um hotel da rede Intercontinental em Cabul, capital do Afeganistão, ocorrido na noite do último sábado (20).

Em uma mensagem no Twitter escrita em inglês, o porta-voz da milícia, Zabihullah Mujahid, afirmou que a operação foi conduzida por cinco "mujahideen", aqueles empenhados na "jihad", a guerra santa islâmica.

O ataque ocorreu enquanto o hotel recebia um encontro entre comandantes militares estrangeiros e membros do governo afegão. Na reivindicação, o Talibã afirma que matou "dezenas de inimigos estrangeiros e mercenários".

O número de mortos no atentado ainda é incerto. Oficialmente, o balanço é de 18 vítimas (14 estrangeiros e quatro afegãos), mas a emissora de televisão "Tolo" já fala em "pelo menos" 43 pessoas assassinadas. Outras 126 foram salvas, incluindo 41 estrangeiras. As forças de segurança mataram três terroristas.

Um dirigente da companhia aérea Kam Air informou que 11 funcionários da empresa morreram no atentado, incluindo cidadãos ucranianos e venezuelanos, e que outros nove estão desaparecidos.

A ação começou por volta de 21h (horário local), quando os agressores entraram no Intercontinental, disparando a esmo contra clientes e funcionários. Em seguida, subiram para os andares superiores e provocaram um incêndio no edifício. O ataque só terminou às 10h deste domingo (21).

O hotel estava sob estreita vigilância desde 2011, quando um atentado semelhante provocara a morte de 20 pessoas, incluindo nove terroristas. O movimento fundamentalista islâmico Talibã governou o Afeganistão até 2001, quando foi derrubado pela intervenção dos Estados Unidos após os atentados de 11 de setembro.

Washington acusava o regime de esconder Osama bin Laden, fundador da Al Qaeda, autora dos ataques ao Pentágono e às Torres Gêmeas. (ANSA)

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