Direita critica museu de Turim por dar descontos para árabes

Este é mais um protesto em meio à campanha eleitoral na Itália

Direita critica museu de Turim por dar descontos para árabes (foto: ANSA)
13:55, 12 FevROMA ZCC

(ANSA) - O diretor do Museu Egípcio de Turim, Christian Greco, foi alvo de críticas nesta segunda-feira (12) dos partidos da extrema-direita da Itália após promover uma iniciativa para dar descontos aos casais provenientes de países árabes ou que falam este idioma.
   

Em comunicado, o partido "Irmãos da Itália" ameaçou o diretor do museu. No texto, representantes dizem que se chegarem ao Governo vão apresentar um sistema de escolha dos dirigentes dos diferentes departamentos de Cultura do país.
   

Segundo a mensagem, a medida vai "garantir a transparência e o mérito e não a filiação ideológica". A declaração foi interpretada como a decisão de demitir Greco, caso a extrema-direita seja eleita, embora o museu Egípcio não seja estatal e o seu diretor não seja designado pelo ministério da Cultura.
   

Este é mais um protesto da direita italiana em meio à campanha eleitoral para o pleito geral que acontecerá no dia 4 de março.
   

Em meio à polêmica, representantes do Ministério expressaram solidariedade ao diretor e o próprio ministro, Dario Franceschini, elogiou "a sua experiência e independência".
   

Já o ex-primeiro-ministro e secretário-geral do Partido Democrata (PD) Matteo Renzi também se expressou e disse ter ligado para Greco.

Por sua vez, o secretário-geral da Liga Norte, Matteo Salvini, afirmou que não compreendia "porque um museu tem que dar aos imigrantes preços com desconto" e qualificou a iniciativa de "racista contra os italianos".

Na sexta-feira passada, a líder do partido Irmãos da Itália, Giorgia Meloni, organizou uma concentração diante do Museu Egípcio de Turim, o segundo em importância só atrás do que tem no Cairo, como protesto perante a iniciativa de descontos.
   

Meloni assegurava que a medida se tratava de uma iniciativa "racista contra os italianos". Durante o protesto, o diretor do museu saiu à rua para dialogar com Meloni e defender o que considerou uma ideia para demonstrar que "a cultura é universal".
   

Este é o segundo ano em que o Museu propõe esta iniciativa "Sorte de quem fala árabe", que durará até 31 de março e que prevê uma entrada grátis aos casais que demonstrem falar árabe. (ANSA)

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