Israel cancela acordo com ONU sobre imigrantes africanos

Medida, intermediada pela Acnur, havia sido anunciada ontem (2)

Israel cancela acordo com ONU sobre imigrantes africanos (foto: ANSA)
18:06, 03 AbrBERLIM ZCC

(ANSA) - A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu para o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, "reconsiderar" sua decisão de cancelar o acordo sobre imigrantes africanos. O anúncio foi realizado por um porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) nesta terça-feira (3).

"Continuamos a acreditar na necessidade de um acordo vantajoso para todos que possa beneficiar Israel, a comunidade internacional e as pessoas que necessitam de asilo. Esperamos que Israel, em breve, reconsidere sua decisão", disse.

O pedido ocorre horas depois de Netanyahu anular o acordo que estabelecia a regularização de imigrantes africanos no país e a transferência de parte deles para nações ocidentais.

"Eu escutei atentamente os muitos comentários, revisei as vantagens e os inconvenientes e decidi cancelar o acordo", afirmou o premier em comunicado depois de uma reunião com o ministro do Interior de Israel, Aireh Deri.

A decisão ocorreu depois que Netanyahu informou a distribuição de imigrantes africanos, sendo a maioria do Sudão e da Eritreia, para a Alemanha e até mesmo a Itália, que negou a declaração.

"Apesar dos limites legais e das dificuldades internacionais que estão se acumulando, vamos continuar a agir com determinação para explorar todas as opções à nossa disposição e remover os infiltrados", acrescentou.

O acordo havia sido mediado pelo Acnur e, em troca, Israel também regularizaria a situação de mais de 20 mil deslocados externos da África Subsaariana que seriam deportados.

O projeto visava substituir a ideia inicial da deportação forçada dos imigrantes africanos a Ruanda e havia sido anunciado ontem (2).

As 16 mil pessoas supostamente envolvidas no acordo entraram em Israel entre 2005 e 2012 e se concentram em uma área do subúrbio de Tel Aviv conhecida como "Little Africa". (ANSA)

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