Ataque com faca deixa ao menos um morto em Paris

Agressor foi abatido pelas forças de segurança

Ataque com faca deixa ao menos um morto em Paris (foto: EPA)
20:32, 12 MaiPARIS ZLR

(ANSA) - Um homem esfaqueou pelo menos cinco pessoas no centro de Paris, capital da França, na noite deste sábado (12) e fez pelo menos uma vítima. O atentado foi reivindicado pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI), que definiu o agressor como um de seus "soldados".

O ataque ocorreu na rua Saint-Augustin, perto da Opéra Garnier, no segundo arrondissement da cidade, por volta das 21h (horário local). A via é repleta de restaurantes, frequentemente lotados nas noites de sábado.

Segundo a Prefeitura de Polícia de Paris, o agressor esfaqueou cinco pessoas, sendo que uma delas morreu, duas estão em estado grave e outras duas tiveram ferimentos leves. O autor do ataque foi abatido pelas forças de segurança.

De acordo com a rádio "Europe 1", citando testemunhas, o agressor teria gritado em árabe "Alá é Grande".

O procurador francês, François Molins, afirmou que o caso está sendo investigado pela equipe antiterrorismo do país, mas até o momento não há informações sobre a identidade do agressor. A declaração foi dada durante uma breve coletiva de imprensa.

Conforme a descrição de uma fotografia tirada depois que o homem foi atingido pela polícia francesa, o agressor tem “cerca de 20 anos”, possui “barba e cabelo comprido, e aparentemente é de origem norte-africana”. 

As características foram reveladas por um jornalista da “BFM TV”. A polícia científica está tentando identificá-lo através de DNA e impressões digitais.

"Saúdo o sangue frio e a reação das forças de polícia, que neutralizaram o agressor. Meus primeiros pensamentos vão para as vítimas desse ato odioso", escreveu no Twitter o ministro do Interior da França, Gérard Collomb.

 

 

A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, prestou solidariedade aos familiares e vítimas do ataque. "Esta noite, nossa cidade foi ferida. Meus primeiros pensamentos estão com a família da vítima que perdeu sua vida. Também estou pensando nos feridos e em seus entes queridos. Quero dizer a eles que todos os parienses estão ao seu lado", escreveu ela em sua conta no Twitter.

 

Nesta noite, o presidente Emmanuel Macron lamentou a ofensiva e disse que “a França paga mais uma vez o preço do sangue”, mas assegurou que o país “não cederá nenhum milímetro aos inimigos da liberdade”.

“Meus pensamentos vão para as vítimas e os feridos, bem como para seus entes queridos, saúdo em nome de todos os franceses a coragem dos policiais que neutralizaram o terrorista”, escreveu o chefe de Estado, no Twitter.

 

 

Nos últimos anos, a França foi o país mais golpeado pelo terrorismo na União Europeia. A partir de janeiro de 2015, com o massacre na redação do jornal satírico "Charlie Hebdo", que deixou 12 mortos, os franceses conviveram com uma série de atentados, como os do dia 13 de novembro daquele mesmo ano, com 130 vítimas, e o atropelamento em Nice, em 14 de julho de 2016, com 86.

A Igreja Católica também foi alvo, com o degolamento de um padre em pleno altar em Saint-Étienne-du-Rouvray, duas semanas após o ataque em Nice. Todos esses atentados foram reivindicados pelo Estado Islâmico. (ANSA)

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