Ex-advogado de Trump admite violação de campanha eleitoral

Michael Cohen confirmou o pagamento para a atriz pornô

Ex-advogado de Trump admite violação de campanha eleitoral (foto: EPA)
19:55, 21 AgoWASHINGTON ZCC

(ANSA) - O ex-advogado pessoal do presidente Donald Trump, Michael Cohen, declarou-se nesta terça-feira (21) culpado em um tribunal de Manhattan, nos Estados Unidos, por violar as leis de financiamento de campanhas. Ele ainda admitiu a compra do silêncio da atriz pornô Stephanie Clifford, conhecida como Stormy Daniels, que alega ter tido um relacionamento extraconjugal com o magnata.

Cohen fez um acordo com promotores federais de Nova York, para depor em uma investigação sobre fraude bancária e fiscal e violação das leis de financiamento de campanhas. Ao todo, ele confirmou estar envolvido em oito acusações.
   

Em seu depoimento, o ex-advogado afirmou que o pagamento de US$130 mil a estrela pornô foi feito em nome "do candidato", fazendo referência a Trump. Além disso, tinha como "objetivo principal influenciar a eleição" presidencial em 2016.
   

A propina foi paga dias antes das eleições em que Trump derrotou a democrata Hillary Clinton. Desta forma, as autoridades norte-americanas investigam uma possível infração das regras de financiamento de campanha.
   

Cohen é alvo da Justiça por ter cometido fraude fiscal e por ter realizado empréstimos bancários irregulares. Ele também já estava sendo investigado pelos pagamentos de suborno que fez às mulheres que alegam ter tido relacionamentos com Trump.

Em abril, agentes do FBI invadiram o escritório de Cohen em Nova York e apreenderam documentos e aparelhos eletrônicos. As autoridades buscavam informações sobre uma transação entre o advogado e Stormy Daniels.

Recentemente, o advogado também vazou à "CNN" uma gravação entre ele e o republicano antes do pleito presidencial, no qual os dois conversam sobre possíveis pagamentos para silenciar a modelo da Playboy Karen McDougal. Ambas as mulheres alegam ter tido relação sexual com Trump.

As alegações de Cohen poderão se estender para outras investigações, o que pode acabar atingindo o presidente dos Estados Unidos. (ANSA)

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