Putin diz que suspeitos de ataque a ex-espião são 'civis'

Os acusados são dois cidadãos russos de cerca de 40 anos

Putin diz que suspeitos de ataque a ex-espião são 'civis' (foto: EPA)
10:25, 12 SetMOSCOU ZLR

(ANSA) - O presidente Vladimir Putin afirmou nesta quarta-feira (12) que a Rússia identificou os dois homens acusados pelo Reino Unido de terem sido os responsáveis pelo envenenamento do ex-espião Serghei Skripal e de sua filha, Yulia.

De acordo com o chefe de Estado russo, os dois homens, identificados pelo governo britânico como Alexander Petrov e Ruslan Boshirov (provavelmente pseudônimos), são civis, e não agentes do serviço de inteligência militar de Moscou.

"Sabemos quem são, nós os encontramos. Mas esperamos que eles mesmos apareçam para dizer quem são e contem tudo. São civis, naturalmente, asseguro que não há nada especial ou criminoso", disse Putin durante o Fórum Econômico Oriental, em Vladivostok, na Rússia.

As autoridades britânicas acusam os dois de terem executado o ataque contra Skripal e sua filha, em Salisbury, no mês de março. Além disso, o Reino Unido afirmou que ambos fazem parte do Departamento Central de Inteligência (GRU) da Rússia.

De acordo com a Polícia Metropolitana do Reino Unido, os acusados teriam por volta de 40 anos. Câmeras de segurança flagraram Petrov e Boshirov no aeroporto de Londres-Gatwick, em um hotel da capital, em dois trens para Salisbury e perto da casa de Skripal, onde aconteceu a contaminação pelo agente químico do tipo novichok.

O ex-espião e sua filha foram encontrados desacordados em um banco de um shopping center em Salisbury, a cerca de 140 quilômetros de Londres, no último dia 4 de março. Ambos sobreviveram ao ataque.

Mais tarde, no fim de junho, um casal sem relação com Skripal, Charlie Rowley e Dawn Sturgess, foi contaminado pela mesma substância, sendo que a esposa morreu.

O caso aumentou a tensão diplomática entre Londres e Moscou, provocando a expulsão de dezenas de diplomatas russos de quase 30 países. O Kremlin nega envolvimento no ataque. (ANSA)

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