ONU não autoriza eleições na Líbia em 10 de dezembro

Data havia sido cogitada pelo governo francês de Emmanuel Macron

ONU não autoriza eleições na Líbia em 10 de dezembro (foto: Ansa)
19:59, 13 SetNOVA YORK ZCC

(ANSA) - O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) rejeitou nesta quinta-feira (13) a data de 10 de dezembro para as eleições na Líbia cogitadas pelo governo da França.

Além disso, o órgão prorrogou o mandato da missão no território líbio (UNSMIL) durante um ano.
   

A resolução, aprovada por unanimidade pelo Conselho de Segurança, foi elaborada pelo Reino Unido e apela à realização de eleições presidenciais e legislativas "o mais rapidamente possível, desde que as necessárias condições de segurança, técnicas, legislativas e políticas estejam presentes".
   

Nos últimos dias, a França pediu para manter a votação em 10 de dezembro, mas enfrentou oposição dos Estados Unidos e outros países da União Europeia (UE), incluindo a Itália.
   

Durante uma reunião do Conselho, o governo de Emmanuel Macron ressaltou que considerava "essencial organizar as eleições no calendário acordado" no mês de maio.
   

Segundo o embaixador da França na ONU, François Delattre, "foi mais do que nunca essencial avançar na transição democrática na Líbia".
   

O embaixador e vice-representante permanente dos Estados Unidos na ONU, Jonathan Cohen, por sua vez, já havia advertido que "a imposição de prazos falsos retornará contra os mesmos criadores e isso apenas levaria a novas divisões dentro de um país já profundamente dividido, não apenas no presente, mas também no futuro".

Desde a queda do ditador Muammar Kadafi, em 2011, a Líbia enfrenta um cenário de instabilidade, mas a situação se agravou nas últimas semanas depois que uma milícia se levantou contra o governo de união nacional liderado pelo primeiro-ministro Fayez al-Sarraj, atualmente reconhecido pelo comunidade internacional.
   

A Itália tenta ser protagonista do processo de estabilização, inclusive anunciou que fará uma conferência internacional sobre a crise na Líbia, na primeira quinzena de novembro, na Sicília. (ANSA)

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