Advogado pede asilo para Asia Bibi na Holanda

Cristã paquistanesa deixou a prisão de Lahore ontem (7) à noite

Advogado pede asilo para Asia Bibi na Holanda (foto: EPA)
16:33, 08 NovROMA ZCC

(ANSA) - O advogado de defesa da cristã Asia Bibi, que havia sido sentenciada à pena de morte em 2010 por blasfêmia antes de ser absolvida no último dia 31 de outubro, solicitou nesta quinta-feira (8) um pedido de asilo para a paquistanesa e sua família na Holanda.
   

A informação foi revelada pelo magistrado Saif ul-Malook durante entrevista à emissora norte-americana "CNN". Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores da Holanda, Stef Blok, já havia confirmado em sua conta no Twitter a oferta de asilo temporário a todos.
   

A cristã paquistanesa deixou ontem à noite a prisão de Lahore, onde estava detida há oito anos esperando o cumprimento da pena de morte. No entanto, ainda não se sabe se ela está a caminho da Europa.
   

Blok colocou à disposição do advogado de defesa o programa holandês chamado "City Shelter", destinado a defensores dos direitos humanos que estão sob ameaça em suas nações. O projeto permite a permanência de Malook na Holanda de maneira legal durante os próximos meses.
   

A medida é válida até o usuário definir se prefere retornar ao Paquistão ou solicitar asilo permanente em outro país estrangeiro.

Segundo o ministro das Relações Exteriores, "a situação de Asia Bibi tem plena atenção" do governo holandês.
   

Bibi havia sido condenada à pena de morte em 2010 por blasfêmia, mas a Suprema Corte paquistanesa a absolveu no último dia 31 de outubro. Nos últimos dias, muçulmanos ultraconservadores realizaram grandes manifestações contra sua absolvição e exigiram do governo o compromisso de não permitir que ela deixasse o Paquistão.

Ontem (7), o marido da cristã, Ashiq Masih, chegou até a fazer um apelo para a Itália ajudá-la a sair do país asiático. Ele, inclusive, já havia pedido por segurança aos Estados Unidos, Reino Unido e Canadá.

Asia Bibi foi condenada por ter insultado o profeta Maomé durante uma briga com camponeses muçulmanos ocorrida em 2009, mas sempre alegou inocência. (ANSA)

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