Theresa May anuncia novo ministro para o 'Brexit'

A primeira-ministra arrisca sofrer moção de desconfiança

Acordo fechado por Theresa May com a UE dividiu o Reino Unido (foto: ANSA)
15:04, 16 NovROMA ZLR

(ANSA) - O subsecretário de Saúde Stephen Barclay foi nomeado nesta sexta-feira (16) como novo secretário para o "Brexit" do Reino Unido. Pouco conhecido, ele foi diretor do banco Barclays e votou pelo rompimento entre Londres e Bruxelas no plebiscito de 2016.

Barclay substitui Dominic Raab, que renunciou na última quinta (15), por discordar do acordo entre a primeira-ministra Theresa May e a UE, e será o terceiro a ocupar o cargo em pouco mais de dois anos.

Antes de Barclay aceitar, o secretário de Ambiente Michael Gove havia recusado a oferta de May para assumir a pasta do Brexit. Gove queria autonomia para renegociar o acordo com a União Europeia, pedido que foi negado pela premier. 

Segundo a rede "Sky News", é cada vez mais provável uma moção de desconfiança contra May, que perdeu dois ministros e dois subsecretários na última quinta-feira por causa do acordo com a União Europeia para tirar o país do bloco.

O pacto ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento do Reino Unido, pelo Conselho Europeu e pelo Parlamento da UE, mas já causou profunda divisão no Partido Conservador e na sociedade britânica.

O acordo estabelece que não haverá uma "fronteira dura" entre a Irlanda do Norte, que é território do Reino Unido, e a República da Irlanda, país integrante da União Europeia, ao menos em curto prazo. O texto se baseia no princípio do "backstop", escudo que impede a implantação de controles rígidos caso os dois lados demorem a aprovar um futuro acordo comercial.

Com isso, a Irlanda do Norte permanecerá respeitando algumas regras aduaneiras da UE e, por outro lado, submeterá produtos do restante do Reino Unido a controles. Outro fator de descontentamento é a previsão de uma união aduaneira temporária entre os dois lados.

Os críticos do acordo dizem que ele pode isolar a Irlanda do Norte dentro do Reino Unido e manter o país ligado à UE. (ANSA)

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