Trump declara estado de emergência para construir muro na fronteira

Trump sancionará lei, mas fará manobra para construir muro

Após Senado, Câmara dos EUA aprova lei que evita shutdown
Após Senado, Câmara dos EUA aprova lei que evita shutdown (foto: EPA)
15:09, 15 FevWASHINGTON ZBF

(ANSA) -Como já era esperado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou hoje (15) estado de emergência nacional na fronteira com o México, como uma manobra para conseguir recursos para a construção do muro.

“Não é só uma questão de promessas eleitorais. Existe uma verdadeira crise de segurança. Dizer que o muro não serve para nada é uma mentira, uma grande mentira”, defendeu Trump em um pronunciamento. “Se não usar a emergência nacional para isso, para que ela é usada?”, questionou.

Após o Senado, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos também aprovou o acordo bipartidário do orçamento para o governo federal até setembro. Isso evita que o país entre novamente em paralisação, o chamado "shutdown".

O acordo, alcançado pelos democratas e republicanos, foi aprovado por 300 votos a 128. Ele prevê US$ 1,375 bilhão para a construção de 88 km de barreiras e cercas na fronteira com o México, e está bem distante dos US$ 5,7 bilhões para a construção de um muro de concreto de 321 km prometido pelo presidente Donald Trump a seus eleitores.

Como o texto já tinha sido aprovado pelo Senado por 83 votos a 16, agora falta apenas a sanção do presidente. De acordo com a Casa Branca, Trump assinará a lei orçamentária, mas fará uma manobra, declarando estado de emergência nacional na fronteira com o México para ter acesso a uma verba que lhe permita construir o polêmico muro.

No ano passado, como o Congresso se negou a conceder os US$ 5 bilhões para a construção do muro, o governo federal entrou no maior "shutdown" da história, enfrentando mais de 30 dias de paralisação. Caso esse novo acordo orçamentário não fosse aprovado, o país entraria novamente em "shutdown" a partir desta semana. (ANSA)

Todos los Derechos Reservados. © Copyright ANSA