Rebeldes matam 4 soldados indianos na Caxemira

A região é palco de movimento separatista pró-Paquistão

Soldados indianos patrulham no distrito de Pulwama, palco de ataque nesta segunda-feira (18)
Soldados indianos patrulham no distrito de Pulwama, palco de ataque nesta segunda-feira (18) (foto: EPA)
10:06, 18 FevSRINAGAR ZLR

(ANSA) - Quatro soldados do Exército da Índia morreram e um ficou ferido durante confronto armado com militantes separatistas da Caxemira, região que é palco de disputas territoriais com o Paquistão, nesta segunda-feira (18).

Os combates ocorreram após forças indianas terem cercado um vilarejo no sul do distrito de Pulwama onde rebeldes estariam escondidos. Quatro dias antes, um ataque contra o Exército de Nova Délhi já havia deixado 40 mortos na Caxemira, no pior atentado da história contra tropas da Índia na região.

A polícia diz que a troca de tiros já terminou, mas que os soldados continuam realizando buscas na zona do tiroteio. A Índia culpa o Paquistão pelo ataque da última quinta-feira (14), enquanto Islamabad afirma que isso faz parte da "conhecida retórica" de Nova Délhi para desviar a atenção de "violações de direitos humanos" na Caxemira.

O atentado que deixou 40 mortos foi reivindicado pelo grupo islâmico Jaish-e-Mohammad, que tem sede no Paquistão e busca tirar a Caxemira da Índia. A região é dividida entre os dois países e reivindicada em sua integridade por ambos.

Julgamento

O novo confronto acontece no mesmo dia em que a Índia acusou o Paquistão no Tribunal Internacional de Justiça, sediado em Haia, na Holanda, e ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), de cometer uma "notória" violação de direitos humanos no caso de um suposto espião condenado à morte.

Kulbhushan Jadhav foi preso em março de 2016, ao tentar entrar em solo paquistanês a partir do Irã. Islamabad diz que ele está ligado a mais de 1,3 mil mortes em atos de terrorismo, mas a Índia afirma que as acusações de espionagem e sabotagem são apenas "retórica".

Jadhav foi condenado em 2017, mas, no ano seguinte, o Tribunal de Haia ordenou que o Paquistão suspendesse a execução da pena até a conclusão do julgamento. (ANSA)

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