Câmara dos EUA vota contra declaração de emergência de Trump

Resolução que barra medida do presidente seguirá para o Senado

Câmara dos EUA vota contra declaração de emergência de Trump
Câmara dos EUA vota contra declaração de emergência de Trump (foto: EPA)
08:54, 27 FevWASHINGTON ZCC

(ANSA) - A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira (26) uma resolução para bloquear a declaração de emergência feita pelo presidente Donald Trump para garantir a verba necessária para construir o muro na fronteira com o México.

Com 245 votos a favor - a maioria democrata e com apoio de 13 republicanos - e 182 contra, os deputados rejeitaram a medida do magnata. No entanto, a proposta deve enfrentar dificuldade para passar no Senado, que tem maioria republicana.

A Câmara, liderada pela democrata Nancy Pelosi, alega que o Congresso já havia se apropriado do valor para realizar outros projetos. Trump, por sua vez, já afirmou que vetará a medida caso chegue até a Casa Branca.

O republicano decretou emergência nacional no último dia 15 de fevereiro, na tentativa de garantir o poder de remanejar recursos do orçamento, já que, no ano passado, o Congresso se negou a conceder os US$ 5 bilhões para a construção do muro. Na ocasião, o governo federal entrou no maior "shutdown" da história, enfrentando mais de 30 dias de paralisação.

A proposta votada hoje foi apresentada na última sexta-feira (22) pelo deputado democrata do Texas, Joaquim Castro. Esta foi a primeira vez que o Congresso tentou bloquear uma declaração de emergência nacional desde 1976, ano em que a lei sobre a questão foi aprovada.

Antes mesmo da votação, a medida de Trump já havia sido alvo de críticas e protestos. Na semana passada, uma coalizão de 16 estados norte-americanos, liderados pela Califórnia e majoritariamente governados por democratas, entrou na Justiça contra o presidente por ele ter declarado emergência.

Os 16 estados alegam que Trump desrespeitou a separação de poderes, pois é o Congresso que determina o Orçamento. Caso a emergência seja aprovada, o mandatário pode usar verba realocada de outros setores federais, sem precisar de autorização. Ele poderá ter à disposição quase US$8 bilhões. (ANSA)

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