Ex-vice de Obama é acusado por mais duas mulheres de assédio

Ao todo, quatro mulheres denunciaram Joe Biden de má conduta

Ex-vice de Obama é acusado por mais duas mulheres de assédio
Ex-vice de Obama é acusado por mais duas mulheres de assédio (foto: EPA)
09:40, 03 AbrNOVA YORK ZCC

(ANSA) - O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Joe Biden foi acusado novamente de ter tocado de forma inapropriada mais duas mulheres, informou o jornal "New York Times" nesta terça-feira (2). Com isso, chega a quatro o número de mulheres que acusam o democrata de assédio sexual.
   

De acordo com a publicação, a escritora D.J. Hill e a ex-estudante Caitlyn Caruso se sentiram desconfortáveis quando foram tocadas pelo democrata em 2012 e 2016 respectivamente.

Atualmente com 22 anos, Caruso revelou que o ex-vice-presidente norte-americano tocou sua coxa, mesmo enquanto ela se contorcia em seu assento para demonstrar o desconforto, e a abraçou de forma exagerada durante um evento na Universidade de Nevada em Las Vegas, em 2016.

Já Hill, 59 anos, afirma ter conhecido Biden em 2012 em um evento de arrecadação de fundos em Minneapolis. Na ocasião, ela e seu marido, Robert, foram tirar uma foto com o ex-vice-presidente, quando ele colocou a mão em seu ombro e, em seguida, começou a descê-la pelas costas.
   

Segundo relato da escritora no NYT, a situação a deixou "muito desconfortável". No entanto, seu marido percebeu o movimento e colocou a mão no ombro de Biden e o interrompeu fazendo uma piada.

"Só ele sabe de sua intenção, mas as normas estão mudando agora e se algo faz você se sentir desconfortável, você tem que se sentir capaz de dizer isso", ressaltou Hill.

As duas acusações foram reveladas poucos dias depois da antiga assessora de um congressista democrata Amy Lappos, 43 anos, revelar que Biden tocou em seu rosto e roçou seu nariz com o dela durante um evento em 2009, e da ex-deputada estadual de Nevada Lucy Flores acusar o político de beijá-la na nuca.

As denúncias deixam Biden em uma posição desconfortável, já que podem provocar problemas para sua possível campanha na corrida pela casa Branca em 2020. (ANSA)

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