Amal Clooney participa de julgamento de alemã do Estado Islâmico

Mulher é acusada de ter deixado criança yazidi morrer de sede

Entre os advogados que representam a mãe da vítima está a anglo-libanesa Amal Clooney (foto: ANSA)
11:01, 09 AbrBERLIM ZCC

(ANSA) - A advogada anglo-libanesa Amal Clooney participa nesta terça-feira (9), em Munique, na Alemanha, do julgamento de uma alemã de 27 anos, que se uniu ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI), acusada de crimes de guerra e de ter deixado uma criança Yazidi, de 5 anos, morrer de sede. 

Além da esposa do ator George Clooney, a mãe da vítima é representada pela ativista de direitos humanos e prêmio Nobel da Paz Nadia Murad.

O julgamento é considerado o primeiro no mundo pelos crimes cometidos pelo EI contra os yazidis, minoria religiosa que se baseia no Islã, cristianismo e no judaísmo, e perseguida por grupos terroristas.

“As vítimas yazidis esperam há muito tempo a chance de dar seu testemunho perante a um tribunal”, disse Clooney em uma declaração conjunta.

De acordo com a acusação, a mulher, identificada como Jennifer W., poder ser condenada à prisão perpétua. Ela é suspeita de ter deixado a Alemanha para integrar o grupo jihadista em setembro de 2014.

Na ocasião, Jennifer e seu marido compraram uma menina de cinco anos e sua mãe, ambas yazidi, para explorar as duas como escravas.

Segundo a Procuradoria, em um dia, como punição por ter urinado na cama, a garota foi acorrentada pelo homem ao lado de fora da casa, sob um sol escaldante, e a acusada não fez nada para salva-la. A criança morreu desidratada.

Em janeiro de 2016, Jennifer W chegou a ser detida em Ancara pelas autoridades turcas ao tentar tramitar seus documentos na embaixada da Alemanha. No entanto, foi extraditada para seu país de origem. Sua prisão provisória ocorreu somente em junho de 2018, quando estava chegando a territórios controlados pelo Estado Islâmico na Síria.

Em comunicado, os advogados da parte civil, Clooney e Murad, pedem a condenação de Jennifer por tráficos de seres humanos, tortura, crimes contra a humanidade e organização terrorista. (ANSA)

 

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