'Coletes amarelos' voltam às ruas e dão ultimato a Macron

Protesto deste sábado teve episódios de confrontos e tensão

'Coletes amarelos' voltam às ruas e dão ultimato a Macron (foto: EPA)
13:07, 20 AbrPARIS ZBF

(ANSA) - Ao fim de uma semana marcada pelo incêndio na Catedral de Notre-Dame, simpatizantes do movimento "gilets jaunes" (coletes amarelos) tomaram as ruas de Paris e de outras cidades da França para mais um protesto neste sábado (20). Desta vez, eles deram um ultimato ao presidente Emmanuel Macron.
    Este foi a 23ª manifestação consecutiva do movimento, que desde o fim de 2018 tem sido um dos principais obstáculos para o governo de Macron. O presidente deveria ter feito o anúncio de uma série de aguardadas reformas econômicas e sociais na última segunda-feira (15), mas teve de adiar devido ao incêndio na Catedral de Notre-Dame, ocorrido na mesma data.
    As autoridades francesas prepararam um grande contingente de segurança para o protesto, com 60 mil agentes em todo o país, sendo cinco mil somente na capital. Estações de metrô foram fechadas e várias áreas de Paris foram isoladas, como a Avenida Champs-Élysées.
    Os "gilets jaunes" realizaram quatro cortejos pela capital, sob um grande clima de tensão que levou a confrontos entre manifestantes e policiais. Alguns dos manifestantes e "black blocs" colocaram fogo em canteiros, saquearam lojas e danificaram automóveis. Dezenas de scooters foram incendiadas na região da Place de la Republique e do boulevard Richard Lenoir. Em resposta, os policiais lançaram bombas de efeito moral. Ao menos 126 pessoas foram presas em Paris.
    Alguns cortejos também criticaram as doações milionárias para a reconstrução da Notre-Dame, com slogans como "milhões para a Notre-Dame, mas e os pobres?", e defendiam o jornalista australiano Julian Assange, fundador do WikiLeaks. (ANSA)

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