Em meio a críticas, Trump visita El Paso após massacre

Ataque na cidade texana deixou 20 mortos, sendo 7 mexicanos

Em meio a críticas, Trump visita El Paso após massacre
Em meio a críticas, Trump visita El Paso após massacre (foto: EPA)
14:17, 07 AgoWASHINGTON ZRS

(ANSA) - Em meio a diversas críticas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visita nesta quarta-feira (7) os locais palcos dos tiroteios em massa em Ohio e no Texas, os quais deixaram 31 mortos.

Antes de partir para Dayton e El Paso, o republicano afirmou que a imigração ilegal é uma "coisa terrível" para o país. Além disso, o magnata descreveu os atentados como um "crime contra toda a humanidade". Ele também negou que sua retórica anti-imigração tenha contribuído para os ataques.

A chegada do chefe de Estado norte-americano está sendo marcada por protestos no Texas. A palavra de ordem dos manifestantes é que Trump "não é bem-vindo". Além disso, o presidente é considerado culpado, especialmente em El Paso, por ter inspirado os massacres que atingiram as comunidades hispânica e mexicana.

Em 2018, Trump afirmou que as caravanas que vinham da América Central eram uma "invasão". De acordo com a imprensa norte-americana, antes de cometer o ataque, o autor dos disparos de El Paso denunciou uma "invasão hispânica" na internet.

O candidato democrata à Casa Branca, Beto O'Rourke, que é natural de El Paso, também declarou publicamente que Trump não deveria visitar a cidade texana.

"Não precisamos de mais divisão. Precisamos curar. Ele não tem espaço aqui", escreveu o empresário.

O prefeito de El Paso, Dee Margo, que é republicano, declarou que é seu "dever formal" receber o presidente dos Estados Unidos. Já a democrata Nan Whaley, prefeita de Dayton, encorajou os moradores da cidade a protestarem contra a visita do magnata.

Em Dayton, os manifestantes recepcionaram o presidente com o balão chamado "Baby Trump", que viralizou depois de fazer parte dos protestos em Londres contra o chefe de Estado norte-americano. O balão é Trump sendo representado em uma forma de bebê com uma expressão de raiva e vestindo fralda.

Neste sábado (3), Patrick Crusius abriu fogo contra dezenas de pessoas em um centro comercial de El Paso. Com 20 mortos e 26 feridos, trata-se de um dos episódios mais sangrento da história dos Estados Unidos. Além do ataque no Texas, um outro tiroteio ocorreu nos Estados Unidos no fim de semana, em Ohio, com nove mortos.

O caso reabriu a discussão sobre a posse de arma e sobre o racismo contra imigrantes, sobretudo os mexicanos, ventilado por políticas imigratórias e declarações do presidente norte-americano.(ANSA)

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