Israel volta atrás e autoriza visita de deputada americana

No entanto, Rashida Tlaib se recusou a viajar ao país asiático

Israel volta atrás e autoriza visita de deputada americana
Israel volta atrás e autoriza visita de deputada americana (foto: EPA)
13:31, 16 AgoROMA E JERUSALÉM ZRS

(ANSA) - O governo de Israel voltou atrás em sua decisão e anunciou nesta sexta-feira (16) que autoriza a entrada da congressista norte-americana Rashida Tlaib no país.

Ontem (15), a nação asiática decidiu proibir a entrada de Tlaib e de outra deputada norte-americana, a democrata Ilhan Omar. O anúncio foi revelado pela vice-ministra das Relações Exteriores, Tzipi Hotovely, declarando que a medida estava de acordo com a política de negar entrada para aqueles que apoiam o boicote contra Israel.

No entanto, o país optou em voltar atrás e o Ministério do Interior israelense revelou que a permissão de entrada foi dada por "razões humanitárias, para que [Tlaib] possa visitar a avó", que mora na vila palestina de Beit Ur al-Fouqa.

Apesar da permissão concedida por Israel, Tlaib afirmou que não irá viajar para o país asiático "nessas condições opressivas".

"Me silenciar e me tratar como uma criminosa não é o que ela quer para mim. Isso mataria um pedaço de mim. Decidi que visitar minha avó nessas condições opressivas é contra tudo o que acredito - lutar contra o racismo, a opressão e a injustiça", escreveu Tlaib.

Omar e Tlaib são membros da ala progressista do Partido Democrata, que faz oposição a Trump. A primeira é muçulmana, e a segunda é filha de pais que emigraram da Cisjordânia para os Estados Unidos. Ambas são críticas declaradas da política israelense para os palestinos.

Antes da proibição da entrada, o chefe de Estado norte-americano escreveu que o governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, mostraria "uma grande fraqueza" se permitisse que as democratas entrassem no país.

No mês passado, as duas, junto com Alexandria Ocasio-Cortez e Ayanna Pressley, foram alvo de declarações racistas por parte do presidente dos EUA.(ANSA)

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