Advogado de delator cita nova testemunha-chave contra Trump

Equipe jurídica disse que funcionário já falou com inspetor

Advogado de delator cita nova testemunha-chave contra Trump
Advogado de delator cita nova testemunha-chave contra Trump (foto: ANSA)
14:30, 06 OutWASHINGTON ZCC

(ANSA) - O advogado do primeiro delator contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (6) que representa agora uma segunda testemunha que decidiu denunciar as negociações entre o republicano e a Ucrânia.

Segundo relato do advogado Mark Zaid à rede ABC, o funcionário da inteligência tem informações em primeira mão sobre o caso que desencadeou uma investigação de impeachment contra o magnata americano.

Zaid informou que o segundo delator já foi entrevistado pelo inspetor-geral da Inteligência Nacional, Michael Atkinson.

A existência de uma segunda testemunha pode frustrar a estratégia de Trump, que tem tentado deslegitimar a primeira denúncia, afirmando que é imprecisa e baseada em informações de segunda mão.

O republicano foi acusado de pressionar o presidente Volodmir Zelenski para investigar os negócios de Hunter Biden, filho de Joe, pré-candidato democrata à presidência dos EUA, na Ucrânia, durante um telefonema realizado em 25 de julho.

Por sua vez, o advogado disse que o segundo informante, apesar de já ter conversado com o inspetor-geral de Inteligência, ainda não se comunicou com as comissões parlamentares que realizam a investigação de impeachment contra o presidente dos EUA.

Democratas -

A acusação é o tema central do processo de impeachment contra Trump, que foi aberto depois que o primeiro delator falou sobre a conversa suspeita dos líderes.

Os democratas, que investigam no Congresso a possibilidade de um julgamento político contra o republicano, pediram para o vice-presidente Mike Pence entregar os documentos relacionados ao caso até o próximo dia 15 de outubro.

Em comunicado, eles afirmaram que têm o objetivo de analisar "o desenrolar dos acontecimentos, inclusive as tentativas do governo de pressionar o presidente ucraniano para que abra uma investigação sobre o ex-vice-presidente Joe Biden ou a interferência nas eleições de 2016, assim como as razões por trás da decisão da Casa Branca de atrasar uma ajuda militar crucial à Ucrânia, que tinha sido autorizada pelo Congresso para lutar contra a agressão russa". (ANSA)

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