Em meio a surto de coronavírus, Xi Jinping visita hospital na China

Epidemia matou 909 pessoas no país asiático e infectou milhares

Em meio a surto de coronavírus, Xi Jinping visita hospital na China (foto: EPA)
10:41, 11 FevPEQUIM E ROMA ZCC

(ANSA) - No dia em que o número de mortos pelo novo coronavírus subiu para 1.011 e novos testes da primeira vacina contra a doença estão sendo realizados, o presidente da China, Xi Jinping, fez nesta segunda-feira (10) uma visita a hospitais de Pequim.

Esta é a primeira aparição pública do mandatário desde que a epidemia começou. Entre suas atividades nesta manhã, ele inspecionou os esforços de trabalhadores comunitários em Pequim para conter o 2019-nCoV, visitou também um centro médico que oferece tratamento a pacientes com o vírus e participou de uma videoconferência com médicos em Wuhan, cidade epicentro do coronavírus.

Imagens divulgadas pela emissora CCTV mostraram Xi usando uma máscara de proteção enquanto sua temperatura corporal foi medida e acenando a moradores da região.

De acordo com a agência de notícias estatal Xinhua, o objetivo dele é estar na "linha de frente" na luta de Pequim para conter a propagação do coronavírus, além de garantir que todos os suprimentos de necessidades básicas sejam entregues corretamente.

O presidente chinês também disse que seu governo vai trabalhar para cumprir suas metas econômicas e sociais para este ano e realizará alguns ajustes para tentar minimizar o impacto do surto, que levou Pequim a prorrogar o feriado do Ano Novo chinês. Hoje (10), no entanto, milhares de pessoas retornaram ao trabalho.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), por sua vez, anunciou sinais de que a epidemia está em fase de estabilização. Apesar da boa notícia, o direitor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus advertiu que a epidemia pode se estender no exterior atingindo pessoas que nunca estiveram na China.

"Registramos alguns casos preocupantes de propagação do #2019nCoV em pessoas sem histórico de viagens à China", escreveu Tedros no Twitter.

"A detecção de um pequeno número de casos pode indicar uma transmissão mais generalizada em outros países. Em resumo é possível que estejamos observando apenas a ponta do iceberg", acrescentou.

Tedros ainda explicou que a contenção continua sendo o principal objetivo da OMS, "mas todos os países devem utilizar a janela de oportunidade criada pela estratégia de contenção para se preparar para a possível chegada do vírus".

Até o momento, fora da China foram registradas mais de 350 infecções em quase 30 países e territórios. Além disso, o diretor da OMS sinalizou que uma equipe de especialistas, liderada por Bruce Aylward, já está a caminho do país asiático.

O novo balanço divulgado nesta segunda-feira informa que 1.011 pessoas morreram por coronavírus e 40.235 casos foram confirmados, segundo a OMS. Pelo menos 3.283 infectados já se recuperaram do vírus.

A epidemia forçou o governo a colocar dezenas de cidades em quarentena e adotar medidas restritivas, como a interrupção do transporte público. O segundo hospital feito no país para tratar pacientes contaminados recebeu as primeiras pessoas no último sábado.

As autoridades chinesas começaram a testar em ratos uma primeira vacina possível contra o novo coronavírus, de acordo com a Xinhua, citando fontes do Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

"Algumas amostras da possível vacina foram injetadas ontem em mais de 100 camundongos", diz a publicação, lembrando que ainda serão necessárias muitas outras etapas antes que o medicamento esteja pronto para ser usado em seres humanos.

Cruzeiro no Japão -

O número de pessoas com coronavírus a bordo do cruzeiro japonês "Diamond Princess" subiu para 135, segundo a imprensa local. No total, há 3,7 mil passageiros e tripulantes na embarcação que está atracada no porto de Yokohama, em quarentena.

Reino Unido e EUA -

O governo britânico classificou a epidemia como uma "ameaça grave e iminente para a saúde pública" e anunciou novas medidas de proteção depois que o número de infectados no país dobrou de 4 para 8.

"A incidência ou a transmissão do novo coronavírus constitui uma ameaça grave e iminente para a saúde pública", disse o ministério da Saúde do Reino Unido em um comunicado.

Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que prevê que o fim da epidemia será em abril. “Há muita gente pensando que [o vírus] desaparecerá em abril, com o calor. Quando o calor chega. Desaparecerá em abril. Estamos em grande forma. Temos 11 casos, muitos deles estão em boa forma”, disse Trump à margem de um encontro com os governadores norte-americanos, na Casa Branca.

O republicano afirmou que, "durante o mês de abril, o calor geralmente mata este tipo de vírus, por isso pode ser uma coisa boa”. (ANSA)

 

 

 

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