Com 2 mil mortos, Irã decretará quarentena por 15 dias

País é um dos mais afetados pelo coronavírus, com 27.017 casos

Irã irá apertar medidas de restrição para tentar conter avanço do novo coronavírus
Irã irá apertar medidas de restrição para tentar conter avanço do novo coronavírus (foto: EPA)
09:12, 25 MarISTAMBUL ZGT

(ANSA) - O presidente do Irã, Hassan Rohani, anunciou nesta quarta-feira (25) que restringirá a circulação dos cidadãos pelos próximos 15 dias para frear o avanço do novo coronavírus (Sars-CoV-2) no país.

Em pronunciamento pela televisão, Rohani afirmou que precisará "criar dificuldades" para a circulação das pessoas visto que milhões de iranianos estão celebrando o Ano Novo do calendário persa (Noruz), que inclui uma série de festividades durante a semana, e que promove grandes deslocamentos territoriais.

"Houve um longo debate com o Comitê Nacional para a Luta contra o Coronavírus sobre como reforçar as medidas que nós tomamos. Agora, precisamos reforçá-las. Precisamos criar problemas aos planos de viagem da população e obrigar as pessoas a voltar para casa antecipadamente. Mas, as pessoas precisam entender que essas decisões difíceis estão sendo tomadas para proteger a vida delas. Não temos escolha", disse o chefe de Estado.

As medidas, propostas pelo Ministério da Saúde, serão "aprovadas e publicadas" ainda hoje, acrescentou o presidente, e serão postas em prática imediatamente. Até então, Teerã apenas havia pedido para que a população permanecesse em casa, sem impor medidas drásticas.

Segundo dados oficiais divulgados nesta quarta-feira, são 2.077 mortos no país por conta da Covid-19, uma alta de 143 mortes em 24 horas. Os casos registrados atingiram 27.017, com 2.206 novos contágios desde essa terça-feira (24). Os curados já são 9.625, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

O Irã é o sexto país que mais contabiliza casos da nova doença, atrás de China, Itália, Estados Unidos, Espanha e Alemanha, mas é o quarto em número de mortes. (ANSA)

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