Tensão na Líbia sobe após rejeição de trégua por Trípoli

Governo egípcio propôs um cessar-fogo a partir de segunda-feira

Líbia vive crise política e guerra interna desde 2011
Líbia vive crise política e guerra interna desde 2011 (foto: AFP)
13:58, 07 JunTUNIS E ROMA ZGT

(ANSA) - O governo de unidade nacional da Líbia, liderado por Fayez al-Sarraj, rejeitou neste domingo (07) o plano de paz proposto pelo Egito, que previa um cessar-fogo já a partir desta segunda-feira (08), informa a mídia local.

Chamado de "Iniciativa do Cairo", o projeto havia sido apresentado pelo presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, há menos de 24 horas e tinha recebido a aprovação do general Khalifa Haftar, que luta com seus rebeldes contra al-Sarraj.

De acordo com o porta-voz das forças militares de Trípoli, Mohammed Gununu, o governo líbio "não tem tempo a perder para assistir os absurdos de Haftar pela televisão". "Nós não começamos essa guerra, mas vamos terminá-la", falou o militar ao portal "Lybia Observer".

A "Iniciativa do Cairo" foi bem vista por diversos governos internacionais, como os Estados Unidos, França e Grécia. 

A Itália também se manifestou sobre a ação através de nota de seu Ministério das Relações Exteriores.

"A Itália acolheu com atenção o acordo anunciado ontem pelo presidente Sisi. A Itália sempre apoiou cada iniciativa que, se aceita pelas partes e colocada no quadro do processo de Berlim, possa favorecer a solução política da crise líbia. Com esse fim, deseja que todas as partes se empenhem com boa-fé e com espírito construtivo na retomada das negociações 5+5 para a definição, sob a liderança das Nações Unidas, de um cessar-fogo duradouro", destacou a Farnesina.

Neste domingo, o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, telefonou para o presidente do Egito em uma "longa conversa" sobre o acordo proposto pelos egípcios.

"No centro da conversa estava a estabilidade regional, com particular referência às necessidades de um rápido cessar-fogo e o retorno às mesas de negociação na Líbia, e a colaboração bilateral, da industrial à judiciária, com particular referência ao caso Giulio Regeni", publicou em nota o Palazzo Chigi.

A Líbia vive uma crise política e uma guerra interna desde 2011, com a queda do ditador Muammar Kadafi. O pequeno país tem duas forças opostas disputando o poder: a de al-Sarraj, que conta com o apoio de várias nações, e a de Haftar, que lidera o Exército Nacional Líbio e que tem o apoio de diversas milícias. (ANSA)

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