Última despedida de Floyd é marcada por discursos em Houston

Morte de ex-segurança provocou atos antirracistas no mundo

Último dia de funeral de George Floyd foi marcado por discursos políticos e despedidas da família
Último dia de funeral de George Floyd foi marcado por discursos políticos e despedidas da família (foto: EPA)
18:35, 09 JunWASHINGTON ZGT

(ANSA) - O corpo do ex-segurança George Floyd, 46 anos, recebeu as últimas homenagens nesta terça-feira (09) em Houston, no Texas, após cinco dias de funeral. O homem tornou-se símbolo da luta antirracista após ser morto por um policial branco no dia 25 de maio.

Durante o funeral, religiosos, familiares e políticos locais fizeram discursos sobre a morte de Floyd e sobre o simbolismo de todos os dias de protesto têm e terão na sociedade norte-americana.

Por conta do assassinato do ex-segurança, manifestações pedindo por justiça e cobrando uma mudança na postura da gestão policial do país se espalharam por todos os 50 estados norte-americanos - bem como para outros países.

O candidato à presidência dos EUA pelos democratas, Joe Biden, também apareceu em um vídeo afirmando que esse é o "tempo para a justiça racial".

"Nós não podemos nos afastar. Não devemos nos afastar. Não podemos deixar esse momento pensando que poderemos novamente nos afastar do racismo que fere nossa alma, de abusos sistemáticos que ainda atormentam a vida americana", ressaltou Biden.

O reverendo Al Sharpton, reconhecido por sua atuação na luta pelos direitos civis dos negros nos EUA, criticou o atual presidente dos EUA, Donald Trump, "por não dar nenhuma palavra pelo calvário de George Floyd". Já para o ex-presidente Barack Obama, o pastor agradeceu pelas palavras e por ter telefonado para a família.

"A sua família vai sentir sua falta, George. Mas sua nação sempre lembrará o seu nome porque o seu pescoço representou a todos nós", finalizou o religioso.

Floyd ficou por exatos 8 minutos e 46 segundos com o joelho do policial Derek Chauvin em seu pescoço e morreu por asfixia. Por diversas vezes, ele falou que não estava conseguindo respirar, mas Chauvin não parou com a ação - mesmo Floyd estando imobilizado. (ANSA)

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