Em Kenosha, Trump condena protestos e anuncia ajuda milionária

Republicano defendeu atuação da polícia na cidade americana

Trump visitou Kenosha, em Wisconsin, após série de protestos
Trump visitou Kenosha, em Wisconsin, após série de protestos (foto: EPA)
18:33, 01 SetWASHINGTON ZCC

(ANSA) - Em meio à campanha pela reeleição, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visitou nesta terça-feira (1º) Kenosha, cidade palco de uma série de protestos contra a violência policial, e anunciou uma ajuda milionária para pequenos comerciantes, além de condenar as depredações dos manifestantes e defender os agentes.

O republicano alegou que a quantia ajudará a reconstruir a região depois das manifestações promovidas após o negro Jacob Blake ser alvejado pelas costas por um agente. O caso ocorreu no último dia 23 de agosto e, desde então, levou milhares de pessoas às ruas do território americano e em outros países.

Segundo o líder americano, US$1 milhão será destinado para a polícia de Kenosha, US$4 milhões para ajudar a retomada das atividades econômicas prejudicadas pelo vandalismo e US$42 milhões para a segurança pública no estado de Wisconsin.

Durante esta tarde, Trump visitou um dos locais destruídos pelos protestos e acusou os manifestantes de cometerem "terrorismo interno", alegando que a cidade de Wisconsin foi devastada por motins contra a polícia e "antiamericanos".

"Kenosha foi devastada por tumultos contra a polícia e contra os EUA. Não são atos de protestos pacíficos, mas de terrorismo doméstico", acusou o magnata.

O republicano reuniu-se com policiais e comerciantes que registraram perdas e aproveitou para defender a atuação dos agentes. No entanto, não se reuniu com a família de Blake. "A grande maioria dos policiais são servidores públicos honestos.

Algumas vezes alguém vai para a bola para decisões difíceis, que devem ser tomadas em frações de segundos".

No encontro, o magnata comparou a situação novamente com jogadores de golfe que perdem a cabeça e não acertam um buraco fácil. "Amamos a força de ordem, a retórica contra a polícia é perigosa", acrescentou.

Antes de embarcar, Trump chegou a lembrar que as cenas de violência só cessaram em Kenosha no momento em que a Guarda Nacional chegou na região, governada por democratas.

"Acho que muitas pessoas estão vendo o que está acontecendo com essas cidades governadas por democratas, e estão enojadas", criticou.

A declaração segue a mesma linha das diversas críticas que o republicano tem feito contra seu rival democrata, Joe Biden, que também visitará Kenosha "o mais rápido possível". (ANSA)

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