Cidade de Nova York adia retorno às aulas por pandemia

Inicialmente prevista para dia 10, reabertura deve ser em 21/09

Cidades norte-americanas, incluindo Nova York, tiveram protestos pelo retorno presencial às aulas durante pandemia
Cidades norte-americanas, incluindo Nova York, tiveram protestos pelo retorno presencial às aulas durante pandemia (foto: EPA)
08:51, 02 SetNOVA YORK ZGT

(ANSA) - O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, anunciou um adiamento na volta às aulas presenciais na cidade após uma reunião entre o governo local e os sindicatos que representam os professores nesta terça-feira (1º/9). Os dois lados debateram sobre os riscos do retorno para os funcionários em meio à pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2).

Com isso, a volta dos alunos para as escolas públicas foi transferida do dia 10 para 21 de setembro. Segundo as informações oficiais, a partir do dia 16 estão liberadas as aulas online e, cinco dias depois, o retorno deve ser em esquema híbrido - aulas virtuais e presenciais.

"O que acertamos é que as medidas de saúde devem estar no lugar para garantir que haja tempo de nos prepararmos adequadamente para nossos educadores", ressaltou Blasio. A prefeitura ainda se comprometeu a instalar tendas para efetuar testes rápidos de Covid-19, além das demais medidas sanitárias - medição de temperatura, distanciamento, entre outros.

A cidade de Nova York foi o primeiro epicentro da pandemia nos Estados Unidos e, assim como aconteceu no estado homônimo, tomou duras medidas de isolamento social para evitar ainda mais mortes e contaminações.

Diferentemente do que ocorre em diversos outros estados norte-americanos, tanto o governo local como o estadual optaram por uma reabertura gradual, mais lenta que o resto do país, e os números agora estão bastante controlados - na comparação com o período entre março e maio.

Em julho, o estado deixou a liderança no número de casos totais da doença - que são 435.510 nesta quarta-feira (02) - e agora é o quarto com mais infectados, atrás da Califórnia (717.162), Texas (637.721) e Flórida (631.040). Os números são do Centro Universitário Johns Hopkins.

Segundo dados da Prefeitura, a cidade de Nova York tem até hoje 239.246 casos da doença e 23.703 mortes. (ANSA).
   

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