EUA anunciam restrições ao trabalho de diplomatas chineses

Medida é uma reação ao tratamento dado aos americanos na China

Medida é uma reação ao tratamento dado aos americanos na China
Medida é uma reação ao tratamento dado aos americanos na China (foto: EPA)
16:32, 02 SetWASHINGTON ZCC

(ANSA) - O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, anunciou nesta quarta-feira (2) que o governo dos Estados Unidos adotou novas restrições às atividades dos diplomatas chineses no país.

Segundo o representante da gestão de Donald Trump, as medidas são uma forma de "reciprocidade" decorrente das restrições impostas aos diplomatas americanos baseados na China.

"Diplomatas americanos na China enfrentam barreiras constantes ao seu trabalho. Hoje, o Departamento de Estado impôs novos requisitos aos diplomatas seniores da República Popular da China que conduzem reuniões e eventos nos EUA. Sempre defenderemos um tratamento justo de nossos diplomatas no exterior", escreveu Pompeo no Twitter.

Entre as regras há a necessidade de autorização prévia para os diplomatas visitarem universidades, realizar eventos culturais com mais de 50 pessoas fora dos escritórios diplomáticos e se reunirem com funcionários dos governos regionais, como prefeitos e governadores.

O Departamento de Estado americano também explicou sua intenção de tomar todas as medidas necessárias para garantir que as contas oficiais da Embaixada da China e das redes sociais consulares sejam "devidamente identificadas como contas do governo da China, uma vez que a Embaixada dos EUA não tem acesso irrestrito às mídias sociais na China e os cidadãos chineses são impedidos de usar o Twitter e Facebook, entre outras plataformas de mídias social".

A alteração tem como objetivo estimular ainda mais o confronto entre Washington e Pequim, marcado por disputas sobre alta tecnologia, comércio, direitos humanos e território. (ANSA)

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