Merkel fez visita a Alexei Navalny em hospital de Berlim

Informação dada por russo foi confirmada por governo alemão

Navalny passou cerca de um mês internado em hospital de Berlim
Navalny passou cerca de um mês internado em hospital de Berlim (foto: EPA)
09:03, 28 SetBERLIM ZGT

(ANSA) - A chanceler alemã, Angela Merkel, visitou o opositor russo Alexei Navalny durante o período em que ele esteve internado no hospital Charitè, em Berlim, informou o próprio advogado em suas redes sociais nesta segunda-feira (28).

"O encontro ocorreu, mas não é nada que se possa chamar de secreto. Mais um encontro privado e uma conversa com a família. Sou muito grato à chanceler Merkel por ter feito a visita no hospital", escreveu no Twitter.

Após a postagem, o porta-voz de Merkel, Steffen Seibert, confirmou a informação e disse que "só porque não foi público, não quer dizer que foi secreto".

"Simplesmente, isso não foi público. Agora é e vamos adiante assim", disse aos jornalistas na tradicional coletiva diária.

Seibert ressaltou que a visita se tratou apenas de um encontro "com um paciente que foi envenenado com um agente nervoso e que foi cordialmente curado na Alemanha".

Navalny foi transferido para o hospital de Berlim entre os dias 22 e 23 de agosto, após ter passado mal durante um voo entre Tomsk e Moscou no dia 20. Os pilotos fizeram um pouso de emergência, ainda na Sibéria, e o russo foi internado na unidade de terapia intensiva de um hospital de Omsk em coma.

A transferência foi feita a pedido da família, com a ajuda de uma fundação de cinema alemã, e no dia 22 de setembro, ele recebeu alta para terminar o tratamento em casa. Os médicos da Alemanha, após exames realizados por um laboratório militar, identificaram que Navalny foi envenenado com uma substância química do grupo novichok.

Os russos, primeiramente, negaram que o opositor teria sido envenenado por alegarem que o hospital de Omsk não detectou a substância química. Depois, o governo afirmou que o próprio Navalny teria se envenenado.

Fato é que os russos não abriram uma investigação formal sobre o caso e vem sofrendo pressão dos europeus para fazer uma análise do envenenamento. (ANSA).
   

Todos los Derechos Reservados. © Copyright ANSA