Número de vítimas em ataque terrorista na Áustria sobe para 4

Polícia faz buscas por mais suspeitos envolvidos em ação

Ataque em Viena, na Áustria, ainda não tem motivações claras (foto: EPA)
14:22, 03 NovBOLZANO ZGT

(ANSA) - Subiu para quatro o número de civis mortos durante uma série de ataques coordenados em Viena, na Áustria, confirmou o Ministério do Interior nesta terça-feira (3).

Até o momento, as vítimas são dois homens e duas mulheres, sendo que outras 14 pessoas estão no hospital, sendo seis em estado grave. Além deles, um dos autores dos atentados foi morto por policiais ainda na noite desta segunda-feira (2).

As autoridades ainda procuram por, ao menos, um suspeito de participação na ação e fazem uma série de buscas contra pessoas que podem ter ajudado o grupo a realizar o ataque. Até o momento, 14 foram presas. Além deles, a polícia suíça anunciou a prisão de mais dois suspeitos. 

Conforme a mídia austríaca, o terrorista morto pelos agentes portava um cinto com explosivos, além de munição para armas pesadas.

O ministro do Interior da Áustria, Karl Nehammer, informou à agência local APA que o jovem morto pelos policiais era Fejzulai Kujtim, um homem que havia sido condenado a 22 meses de prisão em 25 de abril de 2019 por tentar ir para a Síria e se unir ao EI. Ele havia sido liberado do presídio em 5 de dezembro do ano passado, se beneficiando de uma legislação no país para jovens detidos.

A revista "Faller" informa que o rapaz nasceu em Viena no ano de 2000, tendo crescido na capital austríaca, e era filho de um casal de migrantes da Macedônia do Norte. A informação não foi confirmada pelas autoridades.

O chanceler austríaco, Sebastian Kurz, afirmou que "uma motivação antissemita, no momento, não pode ser excluída, também considerando o local de ontem partiu o ataque", próximo a uma sinagoga.

No entanto, Kurz destacou que esse tipo de atentado islamista "ditado pelo ódio, do ódio pelo nosso modelo de vida, do ódio pela nossa democracia", não vai "conseguir nos assustar" porque "não cairemos na armadilha do terrorismo".

"Nós precisamos estar conscientes que essa não é uma batalha entre cristãos e muçulmanos ou entre a Áustria e os migrantes. Não. Essa é uma luta entre muitas pessoas que acreditam na paz e alguns que desejam a guerra. É uma luta entre a civilidade e a barbárie e essa luta nós enfrentaremos com determinação", afirmou.

Ainda não está claro qual a motivação dos ataques e nem se há algum grupo terrorista por trás da ação, já que ela não foi reivindicada por ninguém.

- Solidariedade:

O presidente da Itália, Sergio Mattarella, prestou solidariedade ao governo e ao povo austríaco nesta terça-feira e destacou que "o vil ataque que ocorreu ontem à noite em Viena suscitou na Itália o horror e uma profunda tristeza".

"Nessa circunstância dramática, os italianos se juntam ao povo amigo austríaco, com sentimentos de particular proximidade nas relações coma as famílias das vítimas, dos feridos, a quem desejamos rápida recuperação, e dos cidadãos vienenses", disse Mattarella em nota.

 Já a chanceler alemã, Angela Merkel, ressaltou que o "terrorismo islâmico é o inimigo comum" dos europeus e que a "luta contra esses delitos e contra esses atentados é a nossa luta comum".

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou estar "chocada e triste com o brutal ataque ocorrido em Viena" e que a "Europa dá plena solidariedade à Áustria". "Somos mais fortes que o ódio e o terror", escreveu ainda em seu Twitter.

O papa Francisco também se manifestou e pediu o fim da violência no mundo.

“Expresso dor e consternação pelo ataque terrorista em Viena e rezo pelas vítimas e por seus familiares. Chega de violência! Vamos construir juntos a paz e a fraternidade. Só o amor extingue o ódio”, escreveu em sua conta no Twitter. (ANSA).

 

  

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