Novo assentamento de Israel viola lei internacional, acusa ONU

Obras avançam sobre a chamada 'linha verde' de Jerusalém

Construção de assentamentos em áreas palestinas foi intensificada nos últimos 4 anos por Israel
Construção de assentamentos em áreas palestinas foi intensificada nos últimos 4 anos por Israel (foto: EPA)
08:24, 16 NovTEL AVIV ZGT

(ANSA) - A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu ao governo de Israel que "revogue" a decisão anunciada neste domingo (15) sobre a construção de 1.257 residências no bairro de Givat Matos, em uma área que invade a "linha verde" que divide o território de Jerusalém entre palestinos e israelenses.

"Eu estou muito preocupado com a decisão de ontem das autoridades israelenses de abrirem um processo de licitação para construções em Givat Matos. Se construído, irá consolidar um anel de assentamentos entre Jerusalém e Belém na Cisjordânia ocupada. E isso danificaria, significativamente, as perspectivas para a criação de um Estado Palestino e para atingir a solução negociada de Dois-Estados com base no acordo de 1967, com Jerusalém sendo a capital de ambos os países", disse em nota oficial o coordenador para o Processo de Paz no Oriente Médio da ONU, Nickolay Mladenov.

O comunicado publicado nesta segunda-feira (16) ainda pontua que a construção desse assentamento no local "é ilegal sob a lei internacional e eu peço que as autoridades revoguem esse passo".

Essa é a segunda aprovação do tipo em menos de uma semana. No dia 12 de novembro, a prefeitura de Jerusalém e a Autoridade Territorial de Israel aprovaram a construção de 108 residências no bairro de Ramat Shlomo, também avançando sobre a "linha verde" de 1967.

Segundo algumas das principais mídias do país, a ideia do governo israelense é acelerar a construção dos assentamentos antes da posse do novo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que sempre se posicionou contra a construção desse tipo de obra nas áreas em disputa com os palestinos.

No entanto, o atual mandatário, Donald Trump, tem uma política de aprovação das construções. Por conta disso, desde 2016, ano de eleição do republicano, as obras foram aceleradas.

Essa não é a primeira vez que a ONU condena os assentamentos, que já foram questionados até mesmo pelo Supremo de Israel. (ANSA).
   

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