OMS diz que há esperança de vacina acabar com pandemia

Diretor da entidade está otimista com notícias sobre estudos

Diretor da entidade está otimista com notícias sobre estudos
Diretor da entidade está otimista com notícias sobre estudos (foto: ANSA)
19:36, 23 NovROMA ZCC

(ANSA) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta segunda-feira (23) que existe uma esperança de que as futuras vacinas contra o novo coronavírus Sars-CoV-2 consigam acabar com a pandemia de Covid-19 que já provocou a morte de quase 1,4 milhão de pessoas em todo o mundo.

"Há agora uma esperança real de que as vacinas, juntamente com outras medidas de saúde já testadas, possam ajudar a acabar com a pandemia de Covid-19", afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Gebreyesus, durante coletiva sobre o novo coronavírus.

Segundo ele, "a luz no fundo deste túnel longo e escuro está ficando mais forte depois das últimas boas notícias sobre as vacinas".

"Nenhuma vacina na história foi desenvolvida tão rapidamente. A comunidade científica estabeleceu um novo padrão para a criação de vacinas", enfatizou Gebreyesus.

Nos últimos dias, pelo menos quatro candidatas a vacinas contra a Covid-19 divulgaram resultados relativos à terceira fase de estudos clínicos, demonstrando índices de eficácia dos imunizantes acima de 90%.

As vacinas da Biontech/Pfizer e da Moderna apresentaram taxas de proteção de 95% e 94,5%, respectivamente. Já a russa Sputnik, registrou 92% de eficácia, enquanto que o imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford teve índice de 90%.

Hoje, inclusive, a OMS anunciou que pretende "finalizar a avaliação" da vacina britânica no início de 2021.

"Vamos analisar esses dados com muito cuidado, mas saudamos bastante os resultados e esperamos finalizar a avaliação no próximo ano", explicou Mariângela Simão, brasileira e diretora-geral assistente para acesso a medicamentos, vacinas e produtos farmacêuticos da OMS.

Natal -

Durante a coletiva, a chefe-técnica da OMS, Maria Van Kerkhove, recomendou que a decisão "mais sensata" no Natal seria não almoçar ou jantar com familiares que não fazem parte de seu convívio para conter a propagação do coronavírus.

"A difícil decisão de não nos reunirmos nas férias é a aposta mais segura", afirmou a médica. (ANSA)

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