Merkel diz que é possível ter vacina anti-Covid antes do Natal

Merkel falou sobre novas regras e sobre vacinação no Bundestag
Merkel falou sobre novas regras e sobre vacinação no Bundestag (foto: EPA)
09:10, 26 NovBERLIM ZGT

(ANSA) - A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou nesta quinta-feira (26) que é possível que já estejam disponíveis vacinas contra o coronavírus Sars-CoV-2 antes do Natal em seu país.

"Pode ocorrer que as vacinas cheguem antes do Natal, e nós decidimos que elas estarão à disposição das equipes médicas e sanitárias primeiro", disse a líder alemã em fala no Bundestag, o Parlamento do país.

Segundo Merkel, a vacina "representa a luz no fim do túnel" da pandemia de Covid-19, mesmo que nos meses de inverno (no hemisfério norte) nem todos ainda tenham sido vacinados e muitos ainda estejam sem a imunização.

Por ser parte da União Europeia, a Alemanha tem acesso a seis acordos firmados com farmacêuticas que têm as vacinas mais adiantadas em testes no mundo. Três delas - AstraZeneca/Universidade de Oxford, Pfizer/BioNTech e Moderna - já entraram com pedido de revisão de dados na Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

A chanceler voltou a fazer um apelo para que a população respeite as regras sanitárias impostas pelo governo, que foram prorrogadas até o dia 20 de dezembro, para controlar o avanço da doença.

"Mesmo agora, que pensamos tanto no Natal e na passagem do Ano Novo, eu desejo para mim e para os outros que todos nós sejamos guardiões dos outros. Se tivermos isso no coração, sairemos dessa crise", afirmou ainda aos parlamentares.

Apesar de ter controlado bem a primeira onda de casos da pandemia, entre março e maio, a Alemanha vem enfrentando uma alta recorde de contágios e mortes. Segundo anúncio desta quarta-feira (25), o governo considera que o aumento exponencial das infecções foi controlado, mas manteve as regras sanitárias por considerar que os números diários ainda estão muito altos.

Desde março, a Alemanha registra 995.879 contaminações pelo novo coronavírus e 15.210 óbitos na pandemia, conforme dados da Universidade Johns Hopkins. (ANSA).
   

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