Apesar de reunião, crise política continua no governo da Itália

Renzi voltou a dizer que tem um 'problema político' com Conte

Renzi voltou a dizer que tem um 'problema político' com Conte (foto: ANSA)
18:25, 05 JanROMA ZGT

(ANSA) - Apesar de realizarem uma reunião para tentar acalmar os ânimos, a tensão dentro da base aliada do governo do primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, continua alta.

Nesta terça-feira (05), o ex-premiê e líder do Itália Viva (IV), Matteo Renzi, voltou a dizer que tem um "problema político" com o chefe do governo.

"Antes tivéssemos um problema pessoal. Nós temos um problema político com Conte. Sobre o Plano de Recuperação, sobre o MES [Mecanismo Europeu de Estabilidade], sobre a Inteligência, sobre escolas, sobre a alta velocidade, sobre garantias, sobre o papel internacional da Itália e sobre a presença no Mediterrâneo, sobre a relação com os Estados Unidos, sobre emprego e renda de cidadania, sobre o crescimento, sobre o estilo institucional... argumentamos várias ideias", disse Renzi afirmando que o partido "deixou tudo preto no branco" na reunião de segunda-feira (04).

O ex-premiê voltou a dizer que "há muita fofoca" no governo e que "não se prende à cadeiras", referindo-se aos dois ministérios que o IV comanda.

Como resposta, o ministro das Relações Exteriores, Luigi Di Maio, do Movimento Cinco Estrelas (M5S), afirmou que esse é o momento "em que deve prevalecer a responsabilidade" e que se há coisas a serem corrigidas, isso "deve ser feito".

"Somos o governo que enfrenta a pior situação do pós-Guerra até hoje. Esse governo tem a responsabilidade de andar adiante. Temos meses cruciais à frente no qual definiremos sobre qual será a Itália dos próximos 10 anos", disse Di Maio.

A troca de farpas entre Renzi e o atual governo começou em dezembro, com divergências sobre as medidas sanitárias que deviam ser adotadas nesse momento da pandemia de Covid-19 e sobre a Lei de Orçamento aprovada no fim do mês passado. Mas, se acentuou no fim de semana por conta do plano de recuperação pós-pandemia.

Para tentar acalmar as reclamações, o rascunho do plano foi alterado mais de uma vez, atendendo alguns dos questionamentos do IV, mas a situação ainda não foi aplacada. Fontes governamentais ouvidas pela mídia italiana, apesar de Renzi dizer o contrário, não descartam que o país vá novamente às urnas em abril. (ANSA).
   

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