Indonésia inicia campanha de vacinação com CoronaVac

Presidente do país foi o 1ª a ser imunizado contra a Covid-19

O presidente da Indonésia, Joko Widodo, recebendo uma dose da vacina
O presidente da Indonésia, Joko Widodo, recebendo uma dose da vacina (foto: EPA)
08:54, 13 JanROMA ZRS

(ANSA) - O presidente da Indonésia, Joko Widodo, se tornou nesta quarta-feira (13) a primeira pessoa do país a receber a vacina contra o coronavírus Sars-CoV-2. O político foi imunizado com uma dose da CoronaVac, desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac.

Widodo, que é mais conhecido como "Jokowi", foi vacinado na capital Jacarta junto com seu ministro da Saúde e outros altos funcionários, além de empresários e líderes religiosos.

Depois de receber a dose da vacina, que foi transmitida ao vivo pela televisão, o presidente disse rindo que "não sentiu nada".

"A vacinação é importante para quebrar a cadeia de contaminações e proteger a saúde de todos nós, além de dar segurança para todos os indonésios. Isso também ajudará a acelerar a recuperação econômica", disse Widodo a repórteres.

Segundo os testes realizados no país asiático, a Indonésia revelou que a CoronaVac possui eficácia de 65,3%, número maior do que a registrada no Brasil (50,38%). Já em dezembro, a Turquia informou que a vacina da Sinovac tem 91,25% de eficácia na prevenção da Covid-19.

Em seu programa de vacinação, a Indonésia seguirá um caminho diferente dos outros países. Em vez de imunizar primeiros os idosos, começará pelos cidadãos com idades entre 18 e 59 anos, dando início pelos trabalhadores da área da saúde e depois para funcionários públicos.

Amin Soebandrio, consultor do governo, afirmou à "BBC" que o objetivo é vacinar as pessoas que "podem espalhar o vírus".

A nação so sudeste asiático, que tem quase 270 milhões de habitantes, assinou acordos para obter por volta de 300 milhões de doses de vacinas de uma série de empresas farmacêuticas, incluindo AstraZeneca, Pfizer e fornecedoras chinesas, como a Sinopharm.

A Indonésia já relatou quase 850 mil casos de Covid-19 e 24,6 mil mortes, mas as baixas taxas de testes para doença podem indicar que o impacto do novo coronavírus pode ser maior do que os números sugerem. (ANSA).
   

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