Governo Biden vai manter embaixada em Jerusalém

Futuro secretário de Estado participou de sabatina no Senado

Anthony Blinken participa de sabatina no Senado
Anthony Blinken participa de sabatina no Senado (foto: EPA)
11:21, 20 JanWASHINGTON ZLR

(ANSA) - Com a promessa de romper com o legado deixado por Donald Trump, o governo do presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, vai manter uma das medidas mais controversas do republicano: a transferência da embaixada americana em Israel para Jerusalém.

Em audiência no Senado nesta terça-feira (19), o indicado de Biden para o cargo de secretário de Estado, Anthony Blinken, foi questionado pelo republicano Ted Cruz se os EUA vão manter sua posição sobre Jerusalém e sua embaixada na cidade. "Sim e sim", respondeu Blinken, sem hesitação.

Trump ordenou em dezembro de 2017 a transferência da embaixada dos EUA em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, cuja porção oriental é reivindicada como capital de um futuro Estado palestino.

Blinken ainda acrescentou que "a única maneira de garantir o futuro de Israel como um Estado judeu e democrático e de dar aos palestinos um Estado a que eles têm direito é a chamada solução dos dois Estados".

"De forma realista, acho difícil ver perspectivas nesse sentido em curto prazo", afirmou o futuro chefe da diplomacia americana, ressaltando que é preciso garantir que "nenhum lado tome iniciativas que tornem ainda mais desafiador um processo já difícil".

Assentamentos

Logo após a audiência de Blinken, o governo de Israel lançou uma licitação para a construção de mais 2.572 mil residências em colônias judaicas, sendo 2.112 na Cisjordânia e 460 em Jerusalém Oriental.

Nabil Abu Rudeineh, porta-voz do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, definiu a medida como uma "violação de todas as resoluções de legitimidade internacional". (ANSA)

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