Boeing recomenda suspensão de parte da frota do modelo 777

No sábado, motor explodiu durante voo nos Estados Unidos

Voo da United precisou retornar ao aeroporto de Denver após motor explodir (foto: EPA)
10:19, 22 FevROMA ZGT

(ANSA) - A Boeing recomendou neste domingo (21) que todas as empresas aéreas que possuam o modelo 777 equipado com o motor Pratt & Whitney PW4000-112 suspendam os voos com as aeronaves.

O pedido veio após um motor explodir no ar durante um voo da United Airlines sobre a cidade de Denver, nos Estados Unidos, no último sábado (20). As imagens foram publicadas nas redes sociais e causaram preocupação.

 

 

Apesar do susto, o voo conseguiu retornar ao aeroporto e fazer um pouso de emergência sem maiores problemas para seus 231 passageiros e 10 tripulantes e os maiores danos acabaram acontecendo em terra, com pedaços do motor caindo sobre um carro e em jardins de residências. A viagem tinha como destino final Honolulu, no Havaí.

Segundo a Boeing, são pouco menos de 130 aeronaves do modelo 777 dotadas com esse motor.

Pouco antes da determinação da empresa, a Administração Federal de Aviação (FAA) já havia anunciado que faria uma "inspeção detalhada e emergencial" nos aviões do tipo e que "isso significa que alguns serão retirados de serviço".

O Japão também solicitou que as companhias aéreas nacionais não usem o modelo 777 até o fim de uma inspeção interna.

O novo problema com aeronaves da Boeing surge cerca de três meses depois de outro modelo, o 737 MAX, ter recebido autorização para voltar a voar nos EUA.

Nesse caso, problemas técnicos dos aviões foram apontados como responsáveis por dois acidentes fatais em 29 de outubro de 2018, com a empresa indonésia Lion Air, e em 10 de março com a Ethiopian Airlines. Os dois resultaram na morte de 246 pessoas. (ANSA).
   

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