Rei da Jordânia anuncia que crise familiar está 'encerrada'

Briga com príncipe Hamzah tornou-se pública no fim de semana

Crise na família real da Jordânia chegou ao fim, segundo o rei Abdullah II
Crise na família real da Jordânia chegou ao fim, segundo o rei Abdullah II (foto: EPA)
14:48, 07 AbrTEL AVIV ZGT

(ANSA) - O rei da Jordânia, Abdullah II, afirmou que a crise com seu meio-irmão, o príncipe herdeiro Hamzah bin Hussein, está "encerrada" e que ele está "sob sua proteção". A fala ocorreu em uma transmissão pela televisão estatal nesta quarta-feira (7).

"A crise está encerrada. Hamzah está agora com sua família neste palácio sob a minha proteção. Ele se comprometeu perante a família a seguir os passos de seus pais e avós, de ter esperança na mensagem deles, e de colocar o interesse da Jordânia, sua Constituição e suas leis acima de todas as outras considerações", acrescentou o rei.

No primeiro discurso sobre a crise iniciada no fim de semana, o monarca ainda afirmou que toda a "tentativa de sedição foi enterrada" e que a estabilidade está de volta ao país.

"O desafio dos últimos dias não foi o mais difícil nem o mais perigoso para a estabilidade da nação, mas foi o mais doloroso porque aqueles que tomaram parte na sedição eram parte da nossa própria casa e de fora dela. Nada chega perto do choque, da dor e da raiva que eu senti, como irmão, e como chefe da família hachemita, e como líder de nosso querido povo", finalizou.

No sábado (3), as autoridades da Jordânia anunciaram a prisão domiciliar do príncipe Hamzah e de cerca de 15 outras pessoas ligadas a ele por "razões de segurança" por "conspirar contra a segurança e a estabilidade do país".

Pouco antes, o herdeiro havia enviado vídeos para a emissora britânica "BBC" em que dizia ter seu acesso à internet cortado e criticava o governo de Abdullah II, classificando-o de corrupto e incompetente.

A monarquia jordaniana é considerada uma das mais estáveis do mundo e, desde o fim de semana, líderes de todas as vertentes políticas do Oriente e Ocidente manifestaram apoio ao rei Abdullah II. (ANSA).
   

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