Pontífice responde carta enviada por grupo de gays

Na carta, os gays pediram para ser tratados "como pessoas"

Papa Francisco já fez outras declarações sobre homossexualismo
Papa Francisco já fez outras declarações sobre homossexualismo (foto: EPA)
20:11, 08 OutFLORENÇA ZBF

(ANSA) - A imprensa italiana informou hoje (8) que o papa Francisco respondeu a uma carta enviada por um grupo de homossexuais que pedia abertura e diálogo por parta da Igreja Católica. Segundo o jornal La Repubblica, o Pontífice definiu a carta como um gesto de "espontânea confiança", mas o Vaticano não divulgou a troca de correspondências, que chegou até os jornais por meio do italiano Innocenzo Pontillo, um dos responsáveis pela iniciativa. A carta foi enviada ao Papa no último mês de junho. O documento lamentava a maneira como a Igreja "alimenta sempre a homofobia" e pedia que o Vaticano começasse a tratar os gays como pessoas, e não como uma "categoria". Pontillo destacou que, em sua resposta, o Papa enviou sua "benção" e demonstrou "apreciar muito o que foi escrito".
    "Nenhum de nós poderia imaginar que ele faria uma coisa do tipo", contou o italiano, surpreendido. Desde quando foi eleito, em março, Francisco fez declarações polêmicas sobre os homossexuais, reprimindo, às vezes, as concepções da própria Igreja Católica.
    Em julho, o Papa declarou que não se deve "julgar" ninguém por ser gay. "Se uma pessoa é gay e procura Jesus, e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la? O catecismo diz que não se deve marginalizar essas pessoas, devem ser integradas à sociedade. Devemos ser irmãos. O problema é fazer lobby, de pessoas gananciosas, lobby de políticos, de maçons, tantos lobbies. Esse é o pior problema", afirmou. No mês passado, em uma entrevista exclusiva a um jornal italiano, Francisco também disse que a Igreja era "obcecada por aborto e gays". (ANSA)

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