Papa pede que cristãos não vivam em 'amor de novela'

Papa criticou o que chamou de amor 'hipócrita'

Papa pede que cristãos não vivam em 'amor de novela'
Papa pede que cristãos não vivam em 'amor de novela' (foto: ANSA)
18:56, 15 MarCIDADE DO VATICANO ZGT

(ANSA) - Durante a tradicional audiência geral desta quarta-feira (15), que reuniu mais de 12 mil pessoas na Praça São Pedro, no Vaticano, o papa Francisco criticou o que chamou de "amor hipócrita" e disse que as pessoas não podem viver o amor como se fosse uma "telenovela".

"Devemos nos perguntar de onde vem isso. De onde vem essa hipocrisia? E como podemos estar seguros de que nosso amor é sincero, que a nossa caridade é autêntica? De não fingir que fazemos caridade ou que nosso amor não seja de uma telenovela? Não. Nosso amor tem que ser sincero, forte", disse aos fiéis.

Continuando com sua homilia, Jorge Mario Bergoglio destacou que "a hipocrisia pode se insinuar também em nosso modo de amar", dando exemplos de quando as pessoas tem um amor "movido por interesses pessoais" "E quantos amores interesseiros existem; Quando os serviços de caridade em que atuamos parecem ser feitos para destacar nós mesmos ou para nos sentirmos satisfeitos: 'Olha como sou bravo'; Ou ainda quando nós miramos em coisas em que teremos 'visibilidade' para mostrar nossa inteligência ou a nossa capacidade", criticou Bergoglio.

Porém, Francisco afirmou que por trás de amores interessados, de amores vividos com hipocrisia e de todo "egoísmo mascarado vestido de amor", existe a realidade dos pecadores.

"Como explica São Paulo, 'o nosso modo de amar também é sinal de pecado'. Mas de São Paulo, ao mesmo tempo, vem um 'anúncio de esperança': é a possibilidade de nós também vivermos o grande comando do amor, de nos tornarmos instrumentos da caridade de Deus'".

O sucessor de Bento XVI disse ainda que a caridade é um dom que, se pedido, o "Senhor dará de bom grado". "Precisamos do Senhor para renovarmos continuamente o amor em nossos corações, por meio da experiência de sua misericórdia infinita, e então sim voltaremos a apreciar as pequenas coisas, as coisas simples e seremos capazes de amar os outros como Deus os ama", concluiu Francisco. (ANSA)

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