Papa lança campanha em prol de imigrantes e refugiados

Projeto foi divulgado durante audiência geral no Vaticano

Papa lança campanha em prol de imigrantes e refugiados
Papa lança campanha em prol de imigrantes e refugiados (foto: ANSA)
21:22, 27 SetCIDADE DO VATICANO ZCC

(ANSA) - O papa Francisco lançou nesta quarta-feira (27) na praça São Pedro, no Vaticano, uma campanha de sensibilização a favor dos imigrantes e refugiados, na tentativa de combater o "crescente sentimento anti-imigrante nos Estados Unidos e na Europa".   

O projeto chamado "Partilhar a Viagem", em parceria com a ONG católica Cáritas, incentiva as pessoas a se encontrarem com imigrantes para ouvir suas histórias, em vez de tratá-los como "estatísticas e com estereótipos negativos".   

Segundo o líder da Igreja Católica, todos os imigrantes são "impulsionados pela virtude cristã da esperança para encontrar uma vida melhor". Desta forma, os países precisam receber "nossos irmãos e irmãs imigrantes e refugiados de braças abertos".

"Não tenham medo de partilhar a jornada. Não tenham medo de partilhar a esperança", disse Francisco durante a audiência geral. A ideia é pedir aos fiéis que levem a sério as ações públicas de apoio aos imigrantes e publiquem mensagens nas redes sociais. 

De acordo com a Cáritas, a campanha é uma das formas de conscientizar a sociedade para que todos tenham um olhar diferente sobre os imigrantes e refugiados. Jorge Mario Bergoglio ainda ressaltou o projeto em uma publicação em suas nove contas oficiais no Twitter. "Compartilhemos sem medo o caminho dos migrantes e dos refugiados. # ShareJourney", escreveu.

A campanha da Pontífice surge em meio a um "endurecimento do sentimento anti-imigrante" no mundo. Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, substituio polêmico veto imigratório a países de maioria muçulmana por um decreto que impõe restrições a oito nações: Irã, Líbia, Síria, Iêmen, Somália, Chade, Coreia do Norte e Venezuela.

Por sua vez, o papa Francisco tem dito, repetidamente, para os países acolherem os imigrantes, ressaltando que a "dignidade e o seu direito à proteção superam as preocupações com a segurança nacional". (ANSA)

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