Papa convoca jornada mundial de oração e jejum pela paz

Iniciativa ocorrerá no dia 23 em prol do Congo e Sudão do Sul

Papa convoca jornada mundial de oração e jejum pela paz (foto: ANSA)
21:07, 04 FevCIDADE DO VATICANO ZCC

(ANSA) - O papa Francisco convocou neste domingo (4) todos os fiéis, inclusive de outras religiões, para uma jornada de oração e jejum pela paz no mundo para o próximo dia 23 de fevereiro.
   

Segundo o Pontífice, a iniciativa será dedicada a pedir o fim da violência na República Democrática do Congo e no Sudão do Sul.
   

"Perante o trágico arrastamento de situações de conflito em diversas partes do mundo, convido todos os fiéis para uma jornada especial de oração e jejum pela paz, em 23 de fevereiro, sexta-feira da primeira semana da Quaresma", anunciou Francisco após a oração do ângelus no Vaticano.
   

O convite realizado pelo líder da Igreja Católica também inclui todos os fieis do mundo, independentemente de religião. "Como em outras ocasiões similares, convido os irmãos e irmãs não-católicos e não-cristãos a associarem-se a esta iniciativa, das formas que julgarem mais oportunas, mas todos juntos", acrescentou.
   

Para Jorge Mario Bergoglio, a jornada vai dar voz aos que "gritam a Deus, na dor e na angústia". Além disso, ele fez um apelo para que o mundo também "escute este grito" e para que cada pessoa "na sua própria consciência, perante Deus, se pergunte 'o que posso fazer pela paz?'".
   

"Seguramente poderemos rezar, mas não só isso. Cada um pode dizer concretamente 'não' à violência. Porque as vitórias obtidas com a violência são falsas vitórias. Enquanto que trabalhar pela paz faz bem", concluiu. Em setembro de 2013, o Papa também convocou uma jornada semelhante pela paz na Síria.
   

Nas últimas semanas, a República Democrática do Congo tem estado no centro de vários apelos do Pontífice, após a repressão violenta de manifestações contra o presidente Joseph Kabila.
   

Quanto ao Sudão do Sul, Francisco anunciou que "tinha decidido fazer uma visita", mas não foi possível ir ao país africano, que está afetado pelo conflito iniciado em dezembro de 2013 quando o presidente, Salva Kiir, acusou o vice e ex-líder dos rebeldes, Riek Machar, de planejar um golpe de Estado. (ANSA)

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